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Comissão vai avaliar crise no Hospital do Câncer

A criação de uma comissão para discutir a política estadual para pacientes oncológicos e o agendamento de uma reunião extraordinária da Comissão Intergestora Bipartite – que congrega a Secretaria Estadual de Saúde e secretários municipais – foram as principais propostas apresentadas ontem durante uma reunião que discutiu a situação do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP). A unidade, de caráter filantrópico, atende 60% dos pacientes oncológicos do Estado e enfrenta uma crise financeira que a colocou em iminência de encerrar as atividades.
    
Para a coordenadora executiva do HCP, Lígia Lacerda, o resultado do encontro – que reuniu representantes do Ministério da Saúde (MS), das secretarias de Saúde do Recife e do Estado, do Conselho Regional de Medicina (Cremepe), do Ministério Público e do Instituto Nacional do Câncer (Inca) – foi satisfatório. Atualmente, o hospital acumula uma dívida de R$ 20 milhões e tem um déficit mensal de R$ 600 mil, além de um atraso de um mês na folha de pagamento.
    
Segundo Lígia,toda a repercussão gerada pelas dificuldades enfrentadas pelo HCP demonstra a seriedade da situação. “Se as medidas não forem enfáticas, o hospital pode fechar as portas este ano”, alertou. Para evitar isso, a assessora especial do MS Ana Paula Soter adiantou que o órgão está disposto a apoiar o Estado na busca de uma solução para o problema.
    
Na opinião do diretor do Inca, José Gomes Temporão – que visitou ontem a unidade – , as propostas tiradas da reunião são “interessantes”. Ele defende a necessidade urgente da instituição de uma gestão compartilhada do HCP pelo Estado, municípios, prefeituras, MS e Conselho Estadual de Saúde. Com isso, o hospital modificaria a sua forma de remuneração, atualmente baseada na produção. A reunião da Comissão Bipartite para debater a questão deve acontecer na próxima sexta-feira.
    
Para o presidente do Cremepe, Ricardo Paiva – que chegou a entrar com um pedido de intervenção estadual no HCP em março – o Cremepe deve observar o tratamento dado ao assunto por cerca de 10 dias. “Se nada for feito, seremos obrigados a tomar medidas que prefiro não adiantar”, concluiu Ricardo Paiva.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do Diário de Pernambuco.

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