TRANSPORTE II

Tratamento prejudicado

Simone de Oliveira e Silva, 35, é uma das pacientes que enfrenta o problema. Ela disse que desde o início do tratamento nunca faltou a uma sessão, mas que, esta semana, por não ter vale-transporte, não sabe se vai conseguir chegar à clínica. “Para a gente, que tem pouca renda, o vale é essencial. É deprimente ter que pedir dinheiro emprestado para tomar um ônibus”, declarou a paciente que vive com R$ 300 por mês, e vai passar a gastar R$ 36,00 apenas com a passagem. Simone faz hemodiálise desde dezembro de 2002, três vezes por semana. Ela se desloca de Sítio Novo, onde mora, para a ProntoRim, no bairro de Santo Amaro.

Outra paciente que sofre com a falta dos vales é Samara Cristina Amorim da Costa, 29, que faz o tratamento quatro vezes por semana desde os 10 anos. Moradora de Olinda há dois anos, ela recebe os vales há oito meses e agora não sabe como vai fazer para continuar a hemodiálise. “Eu vivo do benefício do governo, que é uma renda correspondente a um salário mínimo. Além disso, tenho que ir acompanhada da minha mãe, porque não posso andar sozinha”, destacou a paciente que vai gastar R$ 64,00 de passagem para que ela e a mãe possam ir e voltar do Hospital Português, na avenida Agamenon Magalhães.

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