SÃO PAULO

Clínica de estética é interditada

SÃO PAULO – Técnicos da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde interditaram ontem a clínica de estética do médico Bruno Molinari, em São Paulo. O fechamento aconteceu cinco dias depois da morte da advogada Silvana Maria Turine Augusto, 37 anos, após se submeter a uma hidrolipoaspiração no local. Molinari também mantém clínicas no Rio e em Salvador. Segundo a vigilância, a clínica não tem pias para realizar adequadamente a higienização, guarda medicamentos vencidos, não tem equipe de controle de infecção hospitalar.

A polícia também encontrou medicamentos vencidos na semana passada, um deles inutilizado desde abril deste ano. Quando os policiais chegaram, o local já estava organizado e limpo, segundo o delegado Maurício Del Trono Grosche. Foram recolhidas anotações sobre o atendimento em que Silvana informou ser alérgica à sulfa, substância presente em alguns tipos de antibiótico.

Segundo o depoimento de Molinari à polícia e as declarações do médico que o auxiliou, a paciente teve seis convulsões no local, recebeu um calmante e oxigênio, e foi levada em carro particular até o hospital Santa Rita. Em nota oficial, o hospital afirma que ela chegou morta. Molinari contesta e diz que ela ainda estava viva.

Molinari diz ainda, também por nota oficial, que o endocrinologista Filippo Pedrinola prescreveu uma série de remédios para Silvana, como drogas psiquiátricas, fitoterápicos, diuréticos, hormônios e uma droga desconhecida, chamada hoida. Molinari, porém, afirma que a paciente omitiu isso e que só soube dos remédios depois da morte, pela família. Em nota, Pedrinola afirma que receitou medicamentos leves e que recomendou exercícios. O conselho de medicina do Estado de São Paulo abriu uma investigação sobre o caso. A polícia ainda não tem previsão sobre o término do laudo sobre a morte. “Hoje não podemos falar que houve negligência”, afirmou o delegado.

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