UNAIDS

HIV bate recorde em 2005

No Brasil a Aids ainda não está controlada, mas tende à estabilidade apesar do desconhecimento dos jovens pobres

Genebra – Nunca a América Latina registrou um aumento no número absoluto de casos de Aids tão grande em um ano como em 2005. Segundo a Unaids, 200 mil novos casos foram identificados na região no ano e o número de doentes nos países latino-americanos já chega a 1,8 milhão. Em 2003, o aumento havia sido de 170 mil. “Os números continuam a crescer na região”, afirmou Karen Stanecki, especialista da Unaids. No total, 66 mil latino-americanos morrerão de Aids em 2005. Segundo a agência da ONU especializada no combate à Aids, o Brasil tem mais de um terço da população contaminada na América Latina diante do número de habitantes no País e ainda uma alta taxa de jovens que não sabe como a doença é transmitida.

Mas no que se refere à porcentagem da população com HIV, o Brasil ainda tem uma taxa bem inferior a 1%. Na região, os casos mais graves são o da Guatemala e Honduras, onde a contaminação atinge perto de 1% da população. No Paraguai, a ONU alerta para a alta incidência da doença nas fronteira com o Brasil e Argentina. Os principais motivos para a manutenção do crescimento da Aids na América Latina é o consumo de drogas com injeções infectadas e relações sexuais sem proteção. Outra preocupação da Unaids é quanto ao fato de que homens com relações sexuais com outros homens continuam sendo o grupo com maior incidência de Aids no País. Na região, 0,4% das jovens entre 15 e 24 anos estão contaminadas, contra 0,6% dos homens.

No caso do Brasil, a agência da ONU lembra que a doença está espalhada por todo o País e destaca que há um aumento da prevalência entre mulheres, principalmente as mais desfavorecidas economicamente. Entre as mulheres grávidas, a Unaids registra altas taxas em alguns locais como Rio Grande do Sul, com até 6%. O que assusta a Unaids, porém, é que o conhecimento dos jovens brasileiros ainda é escasso sobre o problema: apenas 62% dos entrevistados sabiam como se transmite a doença. Segundo o estudo, quanto mais baixo o nível de educação dos jovens, menos tinham informações sobre o vírus HIV.

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