INVESTIMENTO

Hemobras recebe a posse do terreno hoje

A fábrica de hemoderivados vai ser construída em uma área de 25 hectares do município de Goiana. Doação do terreno pelo Estado faz parte do processo de implantação da Hemobras

O governador Mendonça Filho (PFL) entrega hoje, ao Ministério da Saúde, a posse do terreno onde será construída a fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras). A solenidade ocorrerá às 15 h no Palácio do Campo das Princesas. O evento estava previsto para ocorrer em Goiana, município que vai receber o empreendimento, mas foi transferido para o Palácio do Campo das Princesas para evitar conotação política. O prefeito daquela cidade, Beto Gadelha (PSDB) foi cassado, mas ainda não deixou o cargo. Goiana fica na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O evento vai contar com a presença do ministro interino da Saúde, José Agenor Álvares, e do presidente da Hemobras, João Paulo Baccara.

Pela manhã, eles visitarão a área de 400 hectares onde será instalado o pólo farmoquímico do Estado, o que inclui o terreno de 25 hectares no qual será implantada a Hemobras. A construção da Hemobras deveria ter sido iniciada em 2005, mas a falta de um orçamento federal, de um projeto técnico e do terreno atrasaram o empreendimento. A doação do terreno é importante para que o processo de implantação da fábrica continue. O empreendimento demandará um investimento de cerca de US$ 60 milhões e vai gerar 150 empregos.

PÓLO – A expectativa é que a implantação da Hemobras contribua para a implantação de um pólo de biotecnologia com outras empresas desse setor se instalando em Goiana e no Estado. A Hemobras será a maior fabricante de hemoderivados da América Latina. Ela vai produzir o fator VIII (para hemofílicos tipo A), o fator IX (hemofílicos tipo B), o complexo protrombínico (doenças graves do fígado), a imunoglobulina (usada para imunodeficientes) e a albumina (para uso variado).

Somente para se ter uma idéia, essa última substância só é fabricada no Brasil pelo Hemope, que responde por 15% da demanda nacional. A previsão é que a empresa entre em operação num prazo de três anos. Atualmente, o Brasil gasta cerca de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 207 milhões) para importar cinco hemoderivados, usados para tratar os 9 mil hemofílicos que usam o Sistema Único de Saúde (SUS).

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