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Visa interdita laboratório

Fonte: Folha de Pernambuco

A Vigilância Sanitária (Visa) do Recife interditou o Laboratório de Análise Ambiental e Produtos Alimentícios Ltda (LAAPA). O laboratório, que realiza análises de água utilizada para hemodiálise e para produção de estabelecimentos comerciais, estava sem licença sanitária e inadequação a infraestrutura para o funcionamento. Além disso, foram constatados documentos falsos produzidos pela empresa. O caso está sendo investigado pela delegacia do consumidor. De acordo com o delegado Roberto Wanderley, o proprietário poderá responder por falsidade de documento público. Entre os clientes da empresa estão alguns hospitais do Recife e UPAs.

O LAAPA possuía autorização da Apevisa e Anvisa, sendo cadastrado na Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (REBLAS). “A empresa utilizou uma licença de controladora de pragas e, não sei como, alterou esse documento, que era de 2013, mudando para o dia 20 de maio de 2015. Vimos que existem documentos sendo falsificado sistematicamente. Os laudos emitidos estão errados, mas não sabemos ainda o tamanho do problema”, afirmou a gerente da Visa, Adeílza Ferraz.

O gerente geral da Apevisa, Jaime Brito, explicou que a agência solicita as análises frequentemente. Para isso, as empresas que necessitam das licenças para funcionamento contratam os laboratórios credenciados, como o LAAPA, para a execução do serviço. Diante das falhas, serão solicitadas novas análises por aqueles que contrataram o serviço da empresa interditada.

Depois da vistoria, o representante da empresa foi levado à delegacia para prestar depoimentos. “Ele alega que esse serviço foi feito por uma empresa contratada para tirar a licença. Está querendo empurrar a culpa em terceiros. Vamos ouvir todo mundo para ver quem falsificou esse documento. Pelos elementos que temos, vimos que 100% é falsificado”, explicou o delegado.

Foram encontradas amostras dentro de isopor, apoiadas no chão, e outras amostras microbiológicas sem embalagem dentro de freezers. A vistoria aconteceu após a Visa suspeitar de documento falso fornecido por um estabelecimento comercial. O laudo de análise da água continha dados falsos. “Os advogados do estabelecimento afirmaram que estavam com licença recente desse laboratório sem contaminação. Mas vimos alterações”, finalizou Adeílza.

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