BRASIL | Fonte: Folha de Pernambuco

Conselho critica novos cursos

Fonte: Folha de Pernambuco

BRASÍLIA (Folhapress) – Cerca de 60% dos municípios que abriram novas escolas médicas desde 2013 têm menos leitos por aluno do que o recomendado, aponta levantamento divulgado ontem pelo Conselho Federal de Medicina. Dos 42 municípios que receberam essas escolas, segundo o estudo, 25 possuem menos de cinco leitos para cada aluno de medicina matriculado, conforme parâmetros do MEC (Ministério da Educação). Em 18 municípios, ou 42% do total, também não há equipes de saúde da família em quantidade suficiente para acolher os alunos durante o aprendizado da atenção básica.

Portaria do MEC que regula a abertura destas escolas determina que haja, no máximo, três alunos por equipe. Em um dos casos analisados, o número de alunos chega a 20 para cada uma das equipes cadastradas. No fim de 2013, a pasta editou nova portaria que flexibiliza as regras e determina que, caso não haja estrutura no município, as escolas poderiam utilizar leitos em cidades próximas. Neste caso, dos 42 municípios que receberam as novas escolas médicas, cinco ainda estão em regiões com menor oferta de leitos do que o exigido, ou menos de cinco leitos por aluno, segundo o CFM.

Os dados são até junho deste ano. O estudo mapeou indicadores disponíveis nas bases de dados do Cnes (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), do Ministério da Saúde, além do IBGE e MEC. Para o presidente do CFM, Carlos Vital, a falta de infraestrutura próxima das escolas compromete o aprendizado. “O ideal é que, quanto mais próximo, melhor. Em Goiás, há escolas com campos de prática a 400 km de distância.” Ele critica o que chama de “flexibilizações” para novos cursos. Entre 2003 e 2015, o número de escolas médicas no país passou de 126 para 257.

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