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Nova rede de atenção psicossocial deve ficar para 2016

Fonte: JC ONLINE

Novos serviços de atenção psicossocial programados para o Estado em pactuação com os municípios estão condenados a passar mais um ano encalhados como projeto. Ficou para 2016 a discussão de incentivo estadual que os secretários municipais de saúde pretendiam receber. O assunto estava na pauta da última reunião da Comissão Intergestores Bipartite, realizada este mês e que reúne secretários municipais com a saúde estadual. Diante da crise instalada no Estado, com arrecadação abaixo da prevista e dívidas acumuladas, a Secretaria Estadual de Saúde alegou que só em 2016 tem condições de discutir a reivindicação. Na verdade, precisou negociar com os municípios pagamentos em atraso de serviços que já funcionam, como a assistência farmacêutica, a atenção básica e o SAMU. Vai liberar suplementação de R$ 4 milhões para controle de doenças negligenciadas. Mas não ajudar as prefeituras a abrir e manter Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e residências terapêuticas, é assumir também o ônus do principal hospital de psiquiatria, o da Tamarineira, que vive superlotado e tomado por problemas.

JC – Qual é a dificuldade dos municípios?
* GESSYANE PAULINO – Os municípios já investem 21% do orçamento em saúde, acima dos 15% constitucionais. Precisamos de mais recursos federais e de aportes do Estado. Na saúde mental, a rede é bancada unicamente pelo Ministério da Saúde e as prefeituras. Propomos parceria estadual como acontece no SAMU, com financiamento de 25% das despesas.
*Presidente do Cosems-PE

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