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FAV identifica danos permanentes à visão

Fonte: Folha de Pernambuco

Novos danos na visão de bebês com microcefalia foram publicados por pesquisadores pernambucanos na revista Arquivos Brasileiros de Oftalmologia. Além de problemas na retina que já foram descritos pelo grupo na Revista Lancet , agora os médicos da Fundação Altino Ventura (FAV) verificaram danos no nervo ótico dos bebês. O mais recente levantamento avaliou dez crianças que tinham sido triadas com problemas de visão. Dessas 75% tinham alteração na retina, dos 20 olhos investigados 15 tinham dano. E 45% apresentaram lesão do nervo ótico, ou seja nove de 20 olhos com problema deste tipo. Todas tiveram a microcefalia relacionadas a infecção pelo vírus zika.

A médica Camila Ventura destacou que os danos à visão dessas crianças são permanentes. Ou seja, não há como recuperar o que já foi lesado. Contudo, ela adiantou que é cedo para falar de cegueira. As crianças investigadas têm, em média, dois meses de vida. Os casos são diversos – há lesões maiores e outras menores. Segundo a médica, é possível, com estimulação visual precoce, melhorar as condições da parte do olho que permanece sadia Os exames, destacou, revelaram algumas características das lesões óticas. “Há palidez do nervo. Era para ser corado. Também verificamos a hipoplasia, que é quando ele está malformado. Na gestação algo aconteceu, de certo, no sistema nervoso central.” Isso também reforça o neurotropismo do zika, que é a predileção do vírus em atacar as células neuronais.

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