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Governo investirá R$ 100 mi em vacina da dengue

Fonte: Diario de Pernambuco

A presidenta Dilma Rousseff participou, ontem, em São Paulo, da assinatura contrato entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan para financiamento da terceira e última fase da pesquisa clínica para a vacina da dengue. O Ministério da Saúde investirá R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo. O investimento marca também o início da vacinação de um grupo de voluntários para dengue.

Ao todo, a previsão é um investimento de R$ 300 milhões do governo federal para os estudos do Butantan. Além dos recursos do Ministério da Saúde, estão sendo analisados outros R$ 100 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de um contrato da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e R$ 100 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

O Butantan, principal produtor de imunobiológicos do país, é vinculado ao governo de São Paulo e já desenvolve estudos e pesquisas nas áreas de biologia e biomedicina em parceria com instituições estrangeiras, entre elas o National Institutes of Health (NIH), agência de saúde do governo norte-americano. Ontem, um grupo de voluntários foi vacinado no Hospital das Clínicas de São Paulo.
Ao todo, 17 mil voluntários de 13 cidades nas cinco regiões do Brasil participarão dos estudos e serão vacinados durante um ano. Os resultados da pesquisa dependem de como será a circulação do vírus. O Butantan estima ter a vacina contra a dengue disponível em 2018. “A pesquisa é promissora contra a dengue e pode nos auxiliar na busca soluções contra o zika”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

Nesta última etapa da pesquisa, os estudos visam comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Nem a equipe médica nem o participante saberá se foi aplicada a vacina ou o placebo. O objetivo é descobrir, a partir de exames coletados dos voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e quem tomou o placebo contraiu a doença.

Uso de drones
A Secretaria de Aviação Civil (SAC) anunciou que vai facilitar o uso de drones no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya. Diante da mobilização das autoridades federais, estaduais e municipais, a SAC informou ter reduzido nesta segunda-feira, 22, de 60 para 9 dias os prazo mínimo de análise dos pedidos, por órgãos públicos, para uso das aeronaves remotamente pilotadas na identificação de focos e criadouros do mosquito.

No País, existem apenas quatro casos, até o momento, autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para uso das aeronaves no mapeamento de focos do mosquito – Chapecó (SC), Santo Antônio da Platina (PR), São José dos Campos e São Paulo (SP). Os pedidos foram feitos pelas respectivas secretarias municipais de saúde. (Com Agência Estado)

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