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Microcefalia pelo vírus chega a 1%

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SÃO PAULO – Qual é a chance de uma grávida que foi infectada pelo vírus zika ter um bebê com microcefalia? A resposta começou a ganhar contornos reais com a publicação ontem de estudo na revista The Lancet. Pesquisadores investigaram o surto que aconteceu na Polinésia Francesa de outubro de 2013 a abril de 2014, no qual 66% da população teve a infecção. Pelas contas, 95 a cada 10 mil mulheres infectadas no primeiro trimestre da gestação teriam um bebê com microcefalia – arredondando, o número fica na casa de 1%.

Outras má-formações associadas ao vírus, como calcificações e degeneração ocular, não foram consideradas. Dos oito casos de microcefalia encontrados, cinco terminaram com abortos (na França e em seus territórios, a prática é permitida no caso de doenças incuráveis). Para o virologista da Faculdade de Medicina de Rio Preto Maurício Nogueira, a estimativa deve tranquilizar as grávidas. O risco de 1% seria baixo. Mesmo assim, o estudo traz informação antiteoria da conspiração, para acalmar as pessoas que dizem que microcefalia por zika só tem no Brasil, diz Nogueira.

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