CIDADES | Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

País tem 863 casos de microcefalia

Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

De outubro do ano passado até o último dia 12, o Brasil notificou 6.480 casos suspeitos de microcefalia. A Região Nordeste concentra 79,5% dos registros, e Pernambuco continua com o maior número de casos (1.779). Entre os casos suspeitos no País, 1.349 foram descartados e 863 confirmados em 327 municípios para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita.

Os dados são do boletim do Ministério da Saúde divulgado ontem e reúnem tanto as notificações que preenchiam as definições dos protocolos anteriores, como os registros com os novos parâmetros adotados desde o último dia 9, que definiu o perímetro cefálico igual ou inferior a 31,9 centímetros para meninos e, para menina, igual ou inferior a 31,5 centímetros, para identificar casos suspeitos de bebês com microcefalia.

Do total de casos de microcefalia confirmados, 97 foram notificados por critério laboratorial específico para o vírus zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa adequadamente a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final foi de microcefalia.

Já os 1.349 casos foram descartados por apresentarem exames normais ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infecciosas.

ÓBITOS

O boletim ainda mostra que já foram notificados 182 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 40 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 124 continuam em investigação e 18 já foram descartados.

Até o momento, estão com circulação autóctone do vírus zika 23 unidades da federação: Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

O Ministério da Saúde orienta as gestantes a adotarem medidas que possam reduzir a presença do Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e atitudes que protejam da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Gostou ? Então deixe um comentário abaixo.

Clippings