ENSINO | Fonte: Assessoria de Comunicação do CFM

Inscrições abertas para o I Fórum de Integração do Médico Jovem

Fonte: Assessoria de Comunicação do CFM

cardmedicojovemO Conselho Federal de Medicina (CFM) realizará, nos dias 10 e 11 de agosto, o I Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem. Durante os dois dias, representantes de entidades médicas, estudantes e autoridades abordarão temas relacionados ao ensino e residência médica no Brasil, a saúde mental do médico jovem, a situação judicante e as ações dos Conselhos de Medicina voltadas para este público.

O evento, a ser realizado na sede da autarquia, em Brasília (DF), discutirá ainda temas relevantes como a obrigatoriedade da residência médica de um ano em Medicina de Família e Comunidade, o uso das mídias sociais e a dependência química entre médicos. Os fundamentos éticos no início de carreira e os processos éticos envolvendo o médico jovem também serão destacados no encontro. Ao final do Fórum, está prevista a elaboração de um documento que sintetizará os entendimentos consolidados ao longo dos debates.

Segundo o coordenador da Comissão de Integração do Médico jovem do CFM, José Hiran Gallo, o objetivo do evento é aproximar ainda mais os Conselhos de Medicina da população de jovens médicos. “Temos uma programação provocadora, debatedores preparados, público interessado e motivação para buscarmos juntos as respostas para problemas que afetam nosso cotidiano. Os médicos – jovens e experientes – precisam construir hoje o futuro da medicina brasileira”, pontuou.

As inscrições estão abertas e são limitadas. Os interessados devem preencher formulários específico no site de eventos do CFM (CLIQUE AQUI).
CONFIRA AQUI a programação preliminar completa do evento.

1 comment
    • MERALDO ZISMAN 18 de julho de 2016 - Reply

      Publicado no Diario de Pernambuco
      UM ALERTA

      (DEPRESSÃO E SUICÍDIO ENTRE MÉDICOS ESTAGIÁRIOS E RESIDENTES)

      MERALDO ZISMAN
      MÉDICO PSICOTERAPEUTA

      As organizações nacionais (dos Estados Unidos) deverão abordar a saúde mental dos residentes e bolsistas, propondo estratégias para a educação integral, rastreio e tratamento destas nosologias psíquicas.

      Nos primeiros dois meses do ano letivo 2014-2015, ocorreram dois suicídios de jovens médicos residentes, na cidade de Nova York.
      Em resposta a essa ocorrência, um estagiário da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale escreveu um artigo de opinião no New York Times, destacando a ligação entre a formação médica e o isolamento, depressão e suicídio, principalmente entre os recém formados.

      Para aqueles que não sabem: suicídio entre os médicos é uma ocorrência comum. Segundo a Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio, 300 a 400 médicos cometem suicídio a cada ano, cerca de 1 médico por dia. A formação médica envolve inúmeros fatores de risco para a doença/distúrbios mentais, tais como transição de papéis, diminuição do sono, traumas, mortes, doenças, tragédias e muitos outros acontecimentos inerentes à sua vida profissional.

      A “deslocalização” aumenta a sensação de isolamento e falta de apoio, e é fato berrante para esses jovens doutores e doutoras jogadas em ambulatórios onde o diabo perdeu as botas. Um conjunto de testes demonstrou que a residência médica, os estágios, e outras formas de treinamento médico, são de alto risco no que concerne a depressão e pensamentos suicidas.
      Muitos programas de treinamento não têm sido capazes de identificar e fornecer tratamento, de forma sistemática, para estes residentes, bolsistas, estagiários.

      As organizações nacionais americanas, como o Conselho de Avaliação da Educação Médica Superior (ACGME), tentam, sem muito sucesso, abordar a saúde mental dos residentes e bolsistas, propondo estratégias de educação integral, rastreio e tratamento. Conferir: Matthew L. Goldman, MD, MS; Ravi N. Shah, MD; Carol A. Bernstein, MD JAMA Psychiatry. 2015; 72 (5): 411-412. doi: 10,1001 / jamapsychiatry.2014.3050.

      O que dizer dos nossos recém-formados desassistidos, jogados em locais isolados, sem orientação, sem apoio, que atendem ao programa Mais Médico para se credenciarem, no ano seguinte ao de sua formatura, a um Novo e Mais Difícil Vestibular, apenas para conseguir talvez (?), maior chance de cursar uma residência médica credenciada, obrigação imposta a eles por quem se alvorou em abrir um novo “enxame” de Escolas Médicas.

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