CARAVANA CREMEPE/SIMEPE | Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe

Cremepe e Simepe promovem plenária sobre crianças desaparecidas e combate à violência contra as...

Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe

Cremepe e Simepe promovem plenária sobre crianças desaparecidas e combate à violência contra as mulheres em Serra Talhada

IMG_1542O primeiro dia da Caravana Cremepe/Simepe 2017, em Serra Talhada, rendeu um debate repleto de informações e políticas de enfrentamento à violência contra a mulher e crianças. A primeira parada do grupo foi nesta terça-feira (28/11) em Serra Talhada com a realização da plenária geral no auditório da Câmara dos Vereadores e contou com a presença dos Conselheiros Tutelares de Serra Talhada, de representantes da Secretaria Estadual da Mulher – local e regional – com o delegado de polícia que atua com esta frente, além de professores e alunos da Universidade de Pernambuco e a sociedade civil.

Atualmente, Serra Talhada tem 80 mil habitantes e registrou até o momento 300 boletins de ocorrências e três mortes de mulheres. Em relação às crianças desaparecidas a notícia é boa, 12 crianças desapareceram em 2016 e 11 este ano e todas foram encontradas.

Durante explanação, a formadora da secretaria da Mulher de Pernambuco, Michele Couto, explicou sobre as notificações compulsórias, laudos tomopolopis e sexológicos que ainda há resistência dos médicos. Já sobre o eixo qualificativo, também foram apresentadas as campanhas realizadas pelo Centro de Referência da Mulher (CRAM) como patrulha Maria da Penha, abrigamentos, proteção e acompanhamento judicial destas mulheres vítimas de violência.

O delegado de polícia, WashingtonMonteiro, destacou a questão dos laudos periciais sexológicos e tanatológicos. “A plenária foi muito boa porque é mais uma oportunidade de discutir temas tão importantes, principalmente, para buscarmos novos caminhos e ações para o enfrentamento destas questões”, analisou.

Por fim, o professor da UPE de Serra Talhada, Hugo Rafael, defendeu que a violência contra as mulheres é uma questão de saúde pública grave e deve ser discutida nas instituições de ensino. Inclusive o Ministério Público do Estado criou um grupo para discutir este enfrentamento, há mais ou menos dois anos, motivado por denuncias dos movimentos de mulheres porque os profissionais de saúde não sabem tratar ou conduzir as mulheres vítimas de violência. O grupo não tem se reunido.

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