VISTORIA | Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe

Cremepe fiscaliza emergência pediátrica do HBL

O Cremepe fiscalizou na tarde desta segunda-feira (12/03) a emergência pediátrica do Hospital Barão de Lucena, na caxangá. A vistoria foi uma das deliberações da reunião realizada no Conselho dia 5 de março quando o corpo clínico e o Simepe denunciaram a escala de profissionais desfalcada e falta de insumos e medicações. O 2º secretário do Cremepe, Sílvio Rodrigues, confirmou as informações. Mesmo diante de um quadro atípico de pouco movimento na emergência e com leitos vazios, o fiscal comprovou a falta de medicações importantes e insumos, além do déficit de recursos humanos.

Logo na entrada foi possível perceber que não há controle de quem entra e quem sai, nas três portas que dão acesso ao setor só há um guarda e ainda assim para “cuidar do patrimônio” do hospital, o mesmo da emergência obstétrica. Uma médica relatou que na semana anterior à fiscalização uma plantonista foi agredida no serviço. Ainda de acordo com os funcionários, a gestão diz que não tem recursos para contratar segurança.

A emergência está com a escala de médicos defasada, são 31 médicos na escala, mas a necessidade são 35 profissionais médicos. A emergência está funcionando com 2 diaristas que alternam, a porta do serviço é aberta, ou seja, o paciente não precisa ser referenciado então “quem chegar é atendido”, mas o grande problema é que não há insumos básicos como máscaras, seringas ou tubo de entubação (de determinados tamanhos), além da falta de medicação. Antibióticos são os que mais faltam e de acordo com os funcionários não há bicarbonato de sódio há pelo menos três anos em todo o hospital. Chegou a faltar dipirona.

No momento da vistoria, a emergência estava com 18 pacientes internados na emergência, sendo dois entubados. Um foi transferido para o Otávio de Freitas no inicio da tarde e o outro – um prematuro também entubado – estava aguardando vaga., no local o paciente deveria ser estabilizado ou transferido em até quatro horas, mas há relato de crianças que ficaram internadas por sete dias. A média de permanência é quatro dias.
Para o 2º secretário do Cremepe, Sílvio Rodrigues, a situação deve ser resolvida imediatamente. “Mesmo não sendo os piores dias da emergência, existem irregularidades importantes. A falta de uma classificação de risco, pacientes internados ocupando leitos de observação, falta de monitorização e medicações fundamentais”, explicou. Para ele, a falta de oxímetro – a pelo menos 3 anos – compromete a vigilância do paciente crítico.
Todas as irregularidades apontadas no relatório de fiscalização serão encaminhadas à gestão do serviço e ao Ministério Público de Pernambuco.

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