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Especialista treina cirurgiões na Fundação Altino Ventura para transplante de córnea

Fonte: Folha de Pernambuco

Na intenção de beneficiar o maior número possível de pacientes que necessitam de um transplante de córnea, o médico oftalmologista Lúcio Maranhão ministrou um curso para capacitar 12 cirurgiões brasileiros e colombianos a aplicarem a técnica do transplante de córnea endotelial DMEK, em que apenas a estrutura doente da córnea é transplantada e não há a troca de toda a espessura do tecido, como no método tradicional. Até o presente momento, Maranhão era único cirurgião do Estado apto a fazer a cirurgia.

Os pacientes que têm indicação de fazer esse tipo de procedimento são aqueles que possuem algum tipo de problema no endotélio, em que o índice de rejeição dos pacientes é 1% – contra 25% -, pois apenas a estrutura doente da córnea é transplantada e não há a troca de toda a espessura do tecido, como no método tradicional. Um dos outros diferenciais é a redução do tempo de recuperação do paciente de dois anos para um intervalo de um a três meses.

“Essa técnica é a mais moderna no mundo para transplante endotelial. Seus benefícios são infinitamente maiores para o paciente”, destacou o oftalmologista Lúcio Maranhão, único cirurgião do Estado apto a fazer a cirurgia. Em Pernambuco, o cirurgião ministrou o primeiro procedimento desse tipo em 2015, na Fundação Altino Ventura (FAV). Desde então, 102 cirurgias desse tipo foram executadas na instituição.

Um dos procedimentos foi o da secretária Edilene Paulo, 42 anos. Há cerca de três anos, após sentir um incômodo e um embaçamento na visão, ela procurou atendimento no município de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, onde mora, mas não obteve melhora. Após procurar um médico na Capital, Edilene soube que tinha a distrofia de Fuchs e procurou a FAV. “Fiz o transplante nos dois olhos com essa nova técnica e o médico me passou tanta confiança que eu só conseguia acreditar nele. E deu tudo certo. Estou aqui com minha visão. Minha irmã também tem isso. Ela já fez um olho e vai fazer o próximo em breve’, contou.

O aposentado Iran Bonifácio de Souza, 59, não vê a hora de ser beneficiado com o mesmo método. “Comecei a ver aqueles ‘passarinhos’ – aquilo que todo mundo chama de moscas volantes – e a vista ficou embaçada. Depois, vim encaminhado de Olinda para cá e agora estou finalizando todo o processo para fazer a cirurgia. Estou ansioso”, afirmou.

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