OPINIÃO | Fonte: Jornal do Commercio

Venceu a ética

*Assuero Gomes

Encerrada a eleição, Pernambuco tem novos conselheiros para gerir o seu Conselho de Medicina. Venceu a democracia e, quando a democracia se mostra, a Justiça se apresenta.

Os 40 novos conselheiros, advindos da Chapa “Ética com respeito ao Médico“, vitoriosa, cuja posse ocorrerá no início de outubro deste ano, estão aptos e dispostos a iniciar uma nova era na atuação dessa egrégia entidade.

Com sua mão o Conselho registra os diplomas, os títulos, as inscrições de pessoas físicas e jurídicas e toda a documentação legal para o exercício profissional. Por outro lado, ele fiscaliza as condições de trabalho dos médicos e das empresas de saúde, ainda recebe denúncias, apura irregularidades, abre e instala sindicâncias e processos. O conselho tem ainda atividade política, quando participa e acompanha as ações de saúde dos governos em todos os níveis como também as decisões das organizações da medicina privada.

Está atento e fiscalizando e denunciando escolas médicas. O conselho tem a atribuição e responsabilidade, como toda entidade oficial ou não, nos grandes problemas sociais do País e da sua região: fome, prostituição, miséria, saneamento, que dizem respeito à saúde.

Em 1957, o então presidente, o tão atual Juscelino, para organizar a atividade dos filhos de Hipócrates, dota os Conselhos de Medicina(criados em 1945) de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira. É o Estado, que representa a sociedade, permitindo que os médicos e as médicas se organizem e se autofiscalizem. Já em 10 de março de 1958, na sede da antiga Faculdade de Medicina da Universidade do Recife, no Derby, o saudoso mestre Antonio Figueira, juntamente com os professores Ruy João Marques e Teodorico de Freitas e mais três colegas, dão início ao Conselho Regional de Medicina.

Além de ser uma honra, a atividade de conselheiro é de uma imensa responsabilidade, e dela devem emanar a ética, a Justiça, o equilíbrio, a ponderação e a certeza da população de que os médicos e as médicas estão dando o melhor de si, mesmo na mais precária situação para exercício de seu ofício, que é o de curar, aliviar e consolar.

*Assuero Gomes é médico e escritor

Gostou ? Então deixe um comentário abaixo.

Clippings