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Vacinação ainda abaixo da meta

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Silenciosa e evitável por vacinação, a hepatite A foi responsável pelo adoecimento de 19 pessoas, em Pernambuco, no ano passado. O número de infectados reflete redução de 95% dos casos entre 2014 (quando a imunização contra a doença passou a ser oferecida na rede pública) e 2018, mas a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta no Estado.

Dados levantados ontem no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações revelam que 79% do público-alvo (crianças no primeiro ano de vida) foram vacinados contra hepatite A, em Pernambuco, no ano passado. No Recife, em Olinda e em Jaboatão, os percentuais foram menores: 69%, 56% e 54%, respectivamente. A meta é beneficiar, no mínimo, 95% de meninos e meninas nessa faixa etária.

“É fato que observamos uma queda no adoecimento das pessoas desde que a vacina foi incluída no calendário do Sistema Único de Saúde. Mas vamos imaginar a possibilidade de os casos zerarem se obtivermos cobertura acima da meta. Isso seria o ideal”, frisa a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo. Os postos de saúde, segundo o órgão, estão com estoque regular da vacina, que deve ser aplicada aos 15 meses de vida (1 ano e três meses). Crianças que não receberam a dose na idade adequada podem se vacinar, na rede pública, até os 4 anos.

Desde 2017, Pernambuco não tem casos entre o público beneficiado pelo imunizante (crianças entre 1 e 4 anos). “A diminuição dos casos de hepatite A é uma prova irrefutável da importância da vacinação. Quanto mais crianças vacinadas, menores as chances de adoecimento. O imunizante é gratuito e seguro”, acrescenta Ana Catarina. Nas demais faixas etárias, há registros de adoecimento no Estado, inclusive entre idosos, grupo que mais pode apresentar complicações decorrentes da hepatite A.

A taxa de transmissão, entre pessoas que vivem numa mesma residência, é de 20% nos adultos e 45% nas crianças. Elas são geralmente veículo transmissor inesperado, já que transmitem o vírus sem que exista suspeita de que estão doentes porque tendem a não apresentar sinais. Cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras estão entre os sintomas da hepatite A. Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção.

O diagnóstico é realizado por exame de sangue. Após confirmação, é indicado o tratamento de acordo com o perfil do paciente. A doença, geralmente benigna, é totalmente curável quando as recomendações médicas são seguidas corretamente.

“Observamos queda no adoecimento desde que a vacina foi incluída no calendário do SUS. Vamos imaginar a possibilidade de os casos zerarem se obtivermos cobertura acima da meta. Seria o ideal”, frisa a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Ana Catarina de Melo.

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