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Esperança que vem do dente de leite

Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

A lenda da Fada do Dente tem uma simbologia imensa para as crianças em idade de troca dos dentes de leite, que representa um marco no desenvolvimento. O conto da personagem é acompanhado de vários benefícios: favorece a imaginação e a criatividade, dribla a ansiedade que geralmente aparece quando os dentes amolecem e ainda cria uma cultura de doação de órgãos desde cedo. Esse novo comportamento relacionado à saúde bucal é impulsionado pela campanha O endereço da Fada do Dente, lançada pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp). O objetivo da ação é aumentar as doações de dentes de leite (normalmente descartados, jogados no telhado ou colocados debaixo do travesseiro para a fada levá-lo à noite e deixar uma moeda), que farão parte do acervo do banco de órgãos.

Assim como o Papai Noel, o enredo da Fada do Dente auxilia a criança a lidar com a realidade e estimula o desenvolvimento emocional. Além disso, a partir da iniciativa da USP, os dentes de leite doados são usados em pesquisas que ajudam milhares de pessoas. Mas poucas sabem que é possível favorecer a ciência dessa forma. Por isso, a campanha incentiva as famílias a acessarem o site enderecodafadadodente.com.br. Nele, através de um clique, pais e responsáveis podem solicitar o recebimento de uma carta, já selada, pronta para a doação dos dentes.

“Muitas pessoas não sabem que um dente também é um órgão. Dependendo da forma como é retirado, manipulado e armazenado, pode servir até para pesquisas sobre células-tronco. Incentivar a doação de dentes extraídos para o nosso banco nos ajuda a descobrir novas maneiras de melhorar a vida das pessoas”, conta o professor José Carlos Imparato, coordenador do BioBanco de Dentes da Fousp. Qualquer dente é bem-vindo e pode ser enviado independentemente do tempo em que caiu.

“Tenho a oportunidade de fazer uma pós-graduação na Fousp e conheço de perto o banco, que desenvolve inúmeros estudos com os dentinhos doados. São pesquisas sobre diversos temas, como a relação entre cáries e aleitamento materno. Alguns dos dentes servem como estudo de células-tronco provenientes da polpa dos dentinhos das crianças”, informa a odontopediatra Gabriela Trindade, fundadora da clínica Abre o Bocão, no bairro de Parnamirim, Zona Norte do Recife. Para ela, o conto da Fada do Dente pode dar uma mãozinha para afastar o desconforto que tende a aparecer quando os primeiros dentinhos estão prestes a cair.

Na casa da pequena Alice Cerqueira de Lima, 5 anos, o enredo da personagem está mais atual do que nunca. “Recentemente ela perdeu os dois dentinhos da frente. Quando o primeiro caiu, ela ficou bem ansiosa pela espera da fada, que deixou duas moedinhas debaixo do travesseiro. Foi uma animação danada. Ela mandou mensagem para os amiguinhos e pediu para tirarmos fotos”, conta a mãe de Alice, a engenheira ambiental Roberta Falcão, que sabe como a lenda ajuda as crianças durante o ciclo da troca de dentes e promove também a adoção de bons hábitos de saúde bucal.

“Em média, aos 6 anos, os dentes de leite começam a amolecer. Mas isso não é regra. Eles podem cair naturalmente ou ser removidos em casa, com auxílio de algodão, gaze ou fio dental. Sempre é válido levar a criança ao dentista, capaz de verificar se a troca ocorre no tempo adequado e se os dentes permanentes estão nascendo no local correto”, diz a odontopediatra Gabriela Trindade

Implante coclear

Pacientes que passaram pela cirurgia de implante coclear (inserção de dispositivo no ouvido que substitui a cóclea, parte do sistema auditivo sem a qual não escutamos) contam com um novo serviço de acompanhamento na Clínica de Fonoaudiologia da Unicap, na Boa Vista, Centro do Recife. Podem ter acesso bebês, crianças, jovens, adultos e idosos com um ou dois implantes. Para o atendimento, é cobrado um valor simbólico. Dependendo das condições socioeconômicas do paciente, o acompanhamento pode ser gratuito. São oferecidas 4 sessões por mês. Informações: 2119-4137.

Longevidade não é um tema do futuro; é do presente

Atualmente sete, em cada dez brasileiros, acreditam que viverão 80 anos ou mais, segundo a pesquisa Longeratividade, divulgada no último mês, pelo Instituto Locomotiva, que identificou quem são os brasileiros a partir dos 50 anos. Entre os entrevistados, 70% se dizem satisfeitos com o estilo de vida que levam; 73% alegam ter muitos amigos e 92% têm orgulho do que conquistaram. Os participantes do estudo com mais de 50 anos também revelaram ter planos para o futuro, como viajar (resposta de 52%), trabalhar (40%), empreender (38%), mudar de casa (24%) e estudar mais (20%).

Eles também citaram os desafios de envelhecer, como o enfrentamento de preconceitos por causa da idade (situação mencionada por 74% dos entrevistados) e o medo das mudanças que o corpo sofrerá com o passar dos anos (25%). Esse receio supera o temor de ficar sem dinheiro (20%) e o medo da solidão (18%). Os dados, mais do que traçarem um retrato dessa faixa etária, levam à reflexão sobre a maneira com que nos preparamos para envelhecermos no mundo atual, cujas demandas exigem mais do que nunca um planejamento da longevidade – e bem antes de chegarmos à quinta década de vida.

Idosos na dança

O Instituto de Medicina do Idoso (Imedi), no Espinheiro, Zona Norte do Recife, que conta com mais de 30 especialidades na área da saúde focada no envelhecimento ativo, dá início a uma turma com aulas de dança, às quartas-feiras, às 15h, ministradas pelo professor Guga Lima. A atividade, que apresenta baixo impacto, oferece benefícios nessa faixa etária, entre eles aprimoramento e manutenção de habilidades como cognição, memória, coordenação motora, equilíbrio e ritmo. Investimento: R$ 120 por mês. Mais informações: 3037-8686.

Mamografia

A programação do mamógrafo móvel da Prefeitura do Recife disponibiliza este mês 2.320 vagas para realização do exame. O caminhão passará por 30 ações em vários bairros da cidade. O horário de atendimento é das 8h às 17h. São distribuídas 80 fichas. Não é necessário fazer agendamento, mas as mulheres precisam ser moradoras do Recife e devem ter de 50 a 69 anos. É necessário levar documento de identificação, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprovante de residência. O resultado do exame é entregue em até 20 dias na unidade de saúde onde o veículo ficou estacionado ou naquela mais próxima ao local da ação. Confira por onde o mamógrafo passa este mês: bit.ly/2JahYxR.

Para gestantes

O Serviço de Intervenção Cognitivo-Comportamental (SICC), da Clínica de Psicologia da Unicap, oferece gratuitamente um grupo de apoio às gestantes, chamado de Sementinhas. Os encontros, com duração de uma hora, serão realizados sempre às quintas-feiras, do dia 9 deste mês a 13 de junho, às 18h30, na clínica, que fica no 5º andar do bloco C da universidade. O objetivo do grupo, coordenado pela psicóloga Allane Borges, é proporcionar às gestantes, da comunidade em geral, um pré-natal psicológico em grupo. Para participar, as interessadas devem entrar em contato pelo telefone: 2119-4115 ou 98157-4947. No primeiro dia de atividades (9/5), as gestantes devem chegar às 18h para preencher o cadastro. As vagas são limitadas.

Na palma da mão

Municípios pernambucanos começam a usar o aplicativo e-visit@PE, uma ação da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) para ajudar a combater o Aedes. Com o uso do sistema, cedido pela Secretaria do Estado de Mato Grosso do Sul, os agentes de saúde preencherão online os dados das visitas domiciliares, substituindo relatórios impressos. A SES já distribuiu celulares com o app para municípios do Agreste (Pesqueira, Sanharó, Alagoinha, Ibirajuba, Poção e Jurema). Nesta semana, serão contempladas as sete cidades da 7ª Regional de Saúde, incluindo Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. A localidade teve aumento de mais de 3.900% nos registros de dengue, 435% nos de chicungunha e 550% nos de zika. Até o fim deste ano, todos os municípios do Estado devem utilizar a tecnologia.

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