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SUS pode usar a tilápia

Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

BRASÍLIA – Uma técnica simples, barata e menos dolorosa para o tratamento de queimaduras de segundo e terceiros graus poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Pesquisa sobre o uso da pele de tilápia para o tratamento de queimados, desenvolvida pelo médico pernambucano Marcelo Borges, será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

No fim de fevereiro, o presidente chegou a falar sobre a técnica em uma postagem no Twitter. Na ocasião, ele disse que a “pele da tilápia tem se revelado excelente” no tratamento de queimados. Ele adiantou que o governo proporia estudos e, comprovada a eficiência científica, levaria à análise do Ministério da Saúde “para a adoção como terapia de cura alternativa e possivelmente mais barata que as existentes”.

A expectativa do médico é que o encontro acelere o processo de incorporação da técnica ao SUS. De acordo com Marcelo Borges, a ideia é expandir o tratamento que já ocorre de forma experimental no Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, em São Paulo, Goiás e Pernambuco para todo o Brasil.Segundo ele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa a eficácia da tecnologia. Só após aprovação da agência, técnica poderá ser utilizada em hospitais públicos que trabalham com queimados.

PESQUISA

De acordo com pesquisa desenvolvida pelo médico na Universidade Federal do Ceará, a pele de tilápia pode ser mantida nas queimaduras por vários dias e tem duas vezes mais colágeno que a pele humana. Por isso, melhora a cicatrização, evita infecções e perda de líquidos e proteínas. “Funciona como curativo biológico, ela veda, adere como se fosse cola. Isso faz com que haja redução no risco de infecção, mas sobretudo redução da dor, característica no tratamento dos queimados”, destacou Borges.

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