CIDADES | Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

Confirmada morte por coqueluche

SAÚDE Óbito ocorreu em novembro de 2018, em Igarassu, e vitimou bebê com 6 meses de vida

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou ontem uma morte por coqueluche em Pernambuco, registrada em novembro do ano passado. O paciente, que não teve o gênero revelado, tinha seis meses de idade e vivia em Igarassu, no Grande Recife. A confirmação chega no momento em que o Estado vive um surto da doença, que afeta o trato respiratório, principalmente de crianças com menos de um ano de idade. A morte do bebê em Igarassu é a primeira confirmada pela secretaria com causa de morte para coqueluche em 2018. Em 2019, até o momento, não existe registro de óbito pela doença.

Até a última segunda-feira, foram notificados em Pernambuco 401 casos suspeitos de coqueluche. Desses, 180 (44,9%) estão confirmados. Em 2018, no mesmo período, foram notificados 131 casos e confirmados 47 (35,9%). O aumento de um ano para o outro é de mais de 206% no número de casos suspeitos e de 282% nos confirmados.

Para o gerente-geral de controle de doenças transmissíveis da SES, George Dimech, o surto é, de certa forma, esperado. “A cada quatro ou cinco anos, a coqueluche tem um ciclo em que se aumenta a transmissão da doença. Ela afeta principalmente as crianças menores, que têm imunidade mais frágil.”
A maneira de combater a doença, destaca ele, é através da vacinação, que pode ser encontrada nos postos de saúde básica dos municípios. Devem ser

vacinadas mulheres gestantes e bebês.
“De acordo com a nossa situação epidemiológica, o grupo das gestantes está deficitário. Isso acontece porque muitas mães têm medo de se vacinar durante a gestação.”

Para mulheres grávidas, a vacina é a dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. Os bebês recém-nascidos devem ser vacinados com a pentavalente, que, além do coqueluche, imuniza também contra difteria, tétano, Haemophilus influenzae do tipo b e hepatite B.

“Nos bebês, a vacina deve ser feita no segundo, quarto e sexto mês de vida. Somente após a última dose é que a criança está protegida. Além disso, um reforço está previsto no protocolo para ser dado aos quatro anos”, destaca George Dimech. “Estamos aproveitando a campanha da gripe para atualizar os cartões de vacina. É importante que as famílias levem seus cartões para atualizarem tudo o que estiver pendente”, completa o gerente-geral de controle de doenças transmissíveis da SES.

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