TERESINA | Fonte: Assessoria de Comunicação do CFM

CFM referenda Carta em defesa da qualidade de vida de profissionais, produzida no IV Fórum...

CFM referenda Carta em defesa da qualidade de vida de profissionais, produzida no IV Fórum Nacional do Médico Jovem

O Conselho Federal de Medicina referendou na Sessão Plenária realizada nesta sexta-feira (14) a Carta de Teresina, resultado do IV Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem  – Construindo o futuro da medicina brasileira, realizado na capital piauiense.

A garantia de “condições para buscar uma vida plena, com vigilância e autocuidado frente à qualidade vida, atividade física, interação social, alimentação e sono saudável, manuseio do estresse e uma rede de apoio” é um dos principais anseios dos médicos brasileiros e o atendimento dessa necessidade deu o tom da Carta de Teresina. A manifestação é resultado do IV Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem . O evento reuniu aproximadamente 300 médicos e estudantes de Medicina, que discutiram os caminhos e desafios na jornada de integração e vivência do médico jovem.

A Carta produzida ao final do IV Fórum Nacional do Médico Jovem chama atenção para “o crescente número de egressos das faculdades de medicina, com a expectativa de um crescimento anual de 35 mil novos médicos aos mais de 450 mil já atuantes no país”. Situação agravada pela “negligência e omissão governamental sobre padrões mínimos formativos; e a percepção distorcida da sociedade civil que muitas vezes não reconhece o médico como dotado de mínimos direitos civis e trabalhistas”.

Segundo a manifestação aprovada no encontro, esses fatores resultam no adoecimento de médicos. “A epidemiologia dos problemas decorrentes desse cenário demonstra uma maior taxa de adoecimento do médico quanto a transtornos mentais/depressivos maior que os demais trabalhadores”, aponta o documento.

 Condições precárias de trabalho – A ausência de boas condições para a atuação médica e vínculos de trabalho precários estão entre as causas de adoecimento e foram analisadas durante todo o Fórum, que nesta quinta-feira também discutiu “a necessidade de ter o médico como um empreendedor, capaz de criar tecnologia e ferramentas que influenciam o exercício da medicina e proporcionam melhores condições de acesso à saúde, prevenção, qualidade de vida individual e coletiva. Para tanto, devem ser estimuladas as iniciativas que levem conhecimentos complementares, como: gestão de pessoas, contratos, finanças, gerenciamento e produtividade, que permitirão ao médico condições de ter maior realização de vida profissional, científica e pessoal”, relata a Carta de Teresina.

 O documento ressalta ainda “a necessidade de criação de Comissões de Integração dos médicos jovens em todos os 27 Conselhos Regionais Medicina do País”. Com a iniciativa, o CFM pretende contribuir para que “que estas questões sejam também discutidas e resolvidas em âmbito regional”. Na avaliação do presidente do CFM, Carlos Vital, a declaração produzida no IV Fórum do Médico Jovem “traz todos esses novos compromissos e perspectivas alinhados, apontando para novos rumos na medicina brasileira”, aposta. A Carta será apresentada ao Plenário do CFM para conhecimento e aprovação dos conselheiros federais. Leia abaixo a íntegra da declaração.

CARTA DE TERESINA

O IV Fórum de Integração do médico Jovem, realizado em Teresina, no estado do Piauí, nos dias 8 e 9 de maio de 2019, reuniu mais de 300 pessoas, entre elas médicos e futuros médicos de todo o país, que buscam discutir os caminhos e desafios na jornada de integração e vivência do médico jovem.

Considerando o crescente número de egressos das faculdades de medicina; a expectativa de acrescentar anualmente 35 mil novos médicos aos mais de 450 mil já atuantes no país; a negligência e omissão governamental sobre padrões mínimos formativos; e a percepção distorcida da sociedade civil que muitas vezes não reconhece o médico como dotado de mínimos direitos civis e trabalhistas, acarretam em adoecimento de muitos colegas médicos.

A epidemiologia dos problemas decorrentes desse cenário demonstra uma maior taxa de adoecimento do médico quanto a transtornos mentais/depressivos maior que os demais trabalhadores. Frente a isso, é fundamental que o médico tenha condições para buscar uma vida plena, com vigilância e autocuidado frente à qualidade vida, atividade física, interação social, alimentação e sono saudável, manuseio do estresse e uma rede de apoio. Vale lembrar que em situação de vulnerabilidade, qualquer profissional limita a sua capacidade de exercer a sua função social.

Durante o fórum também foi discutida a necessidade de ter o médico como um empreendedor, capaz de criar tecnologia e ferramentas que influenciam o exercício da medicina e proporcionam melhores condições de acesso à saúde, prevenção, qualidade de vida individual e coletiva. Para tanto, devem ser estimuladas as iniciativas que levem conhecimentos complementares, como: gestão de pessoas, contratos, finanças, gerenciamento e produtividade, que permitirão ao médico condições de ter maior realização de vida profissional, científica e pessoal.

O IV Fórum do Médico Jovem reitera a necessidade de criação de Comissões de Integração dos médicos jovens em todos os 27 Conselhos Regionais Medicina do País, para que estas questões sejam também discutidas e resolvidas em âmbito regional.

Teresina, 9 de maio de 2019

 

 

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