OPINIÃO | Fonte: Jornal do Commercio

Vacinar é preciso

Fonte: Jornal do Commercio

ANDRÉ LONGO

Desde o início do ano, Pernambuco vem registrando um aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag), quadro que pode ser provocado por diversos agentes, entre eles os vírus da influenza. Comparando 2018 com 2019, nota-se um aumento de 40% nas ocorrências, principalmente entre as crianças. Atuando para frear o adoecimento e óbitos, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), juntamente com os municípios, vem cumprindo sua lição de casa, deixando o Estado entre os primeiros do Brasil a atingir a meta de vacinação contra a influenza.

Mais de 2,6 milhões de pessoas (98,95%) dos grupos prioritários foram vacinadas contra a influenza desde abril. Outra vitória é ter alcançado a meta mínima de 90% entre as crianças: foram mais de 701 mil doses aplicadas (93,24%, enquanto que em 2018 o índice ficou em 89%). Vale salientar que o patamar foi atingido mesmo com mais de 143 mil meninos e meninas com 5 anos inclusos nesta campanha.

Para Pernambuco atingir a meta antes da prorrogação da campanha, que terminou na última sexta-feira (14/06), várias ações foram implementadas pelo Programa Estadual de Imunização, como um segundo Dia D de mobilização, em um sábado, para beneficiar a população que trabalha durante a semana. O Programa também esteve permanentemente em contato com os gestores municipais, orientando e sugerindo estratégias, como atividades em escolas, imunização casa a casa em áreas rurais e oferta de postos volantes em áreas de grande circulação de pessoas.

Finalizada a mobilização contra a influenza, o Governo de Pernambuco já inicia a preparação para mais uma campanha, em agosto, de multivacinação de crianças (até 9 anos) e adolescentes (entre 10 e menores de 15 anos). O intuito é atualizar a caderneta de vacinação com as doses que faltam ou estão em atraso, como contra sarampo, poliomielite, meningite C, HPV e hepatite A.

A multivacinação é essencial para manter as coberturas vacinais de rotina dentro das metas. Entre 2017 e 2018, Pernambuco já conseguiu, por exemplo, ampliar a imunização contra poliomielite e meningite C em crianças de até 1 ano. O mesmo ocorreu com a 1º dose da tríplice viral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba. Contudo, o cenário brasileiro mostra uma perigosa tendência de diminuição nos índices vacinais e a consequente reintrodução de doenças, motivada por diversos fatores, como movimentos antivacinas e boatos na internet.

Pernambuco tem monitorado constantemente esses dados, reforçando com os municípios a importância de melhorar os índices de imunização. Mas, além disso, precisamos mobilizar a população. A vacinação é uma das melhores e mais seguras estratégias de prevenção contra doenças, que está disponível para crianças, jovens, adultos e idosos, e deve ser utilizada e valorizada por todos os pernambucanos.

l André Longo é secretário de Saúde de Pernambuco

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