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Caravana do Cremepe avalia investimentos

Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

Água Preta, na Mata Sul do Estado, Bezerros, no Agreste, e Paulista, no Grande Recife, estão entre as cidades com pior investimento em saúde per capita em 2017. O levantamento é Conselho Federal de Medicina (CFM). Com base nos resultados, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) começou ontem a visitar as 12 Gerências Regionais de Saúde do Estado para avaliar como anda a atenção básica de saúde em Pernambuco. Garanhuns, São Bento do Una e Bezerros, todas no Agreste, são as primeiras paradas do grupo.

O CFM e levou em consideração a soma dos impostos, transferências de valores da União, do Estado e verba dos próprios municípios. Entre as cidades com o pior desempenho, Paulista registrou investimento de R$ 115,82 por munícipe. Em comparação com outros municípios da RMR, o valor destoa muito. Ipojuca, por exemplo, que investiu R$ 1.399,25 no mesmo ano. Água Preta registrou R$ 116,24 e Bezerros R$ 112,15.

Segundo a secretária de Saúde de Paulista, Fabiana Bernart, parte do resultado se deve à baixa arrecadação municipal. Déficit de investimentos do Estado também contribuem para o valor. “Hoje, grande parte do gasto é voltado para a folha de pagamento e há dificuldade de garantir verba para outros investimentos, como equipamentos, por exemplo. Para tentar suprir, a administração conseguiu recursos com emendas parlamentares, mas o déficit do Estado na saúde acaba dificultando melhorias”, destaca.

A atenção básica é uma preocupação, diz o Cremepe, lembrando que, na falta de serviços nas unidades do interior, pacientes são transferidos e lotam hospitais do Recife. Ontem, primeiro dia de caravana, foram visitadas as Geres 4 e 5, que teve bons resultados em relação ao serviço. A preocupação do Cremepe é com a administração da verba. “Em 2018 o Ministério da Saúde liberou R$ 130 bilhões para os mais de cinco mil municípios do País, mas apenas R$ 108 bilhões foram aplicados. A má gestão é notória, muitas pessoas que ocupam os cargos na administração da saúde não fazem o dever de casa. É preciso que prefeitos e autoridades saibam gerir esses locais para que os serviços aconteçam”, frisa o presidente do Cremepe, Mário Fernando Lins.

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