CIDADES | Fonte: Jornal do Commercio

Comunidade em alerta

Fonte: Jornal do Commercio

A dona de casa Rosinere Cosmo Sales mora em Água Fria, bairro da Zona Norte do Recife onde foi registrado este ano o primeiro óbito por dengue. Ela nunca teve nenhuma arbovirose, mas vizinhas já tiveram e, por isso, ela toma todos os cuidados possíveis para evitar o Aedes aegypti. “Ultimamente tenho ouvido falar menos, mas fico sempre atenta para não juntar água. Quando os agentes passam aqui, de mês em mês mais ou menos, sempre deixo entrarem e procuro saber formas de evitar os mosquitos na minha casa”, conta.

Moradora do mesmo bairro, a aposentada Yolanda Gláucia Gomes até hoje sente as sequelas deixadas pela chicungunha que a acometeu há quatro anos. Na época, as dores nas articulações fizeram com que ela deixasse o emprego de operadora de caixa. “Foi horrível, eu sou diabética e tive muitas complicações. Passei 33 dias internada e fui até para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Depois disso, todo cuidado ainda é pouco. Não deixo nenhum recipiente juntar água porque sei como sofri”, lembra.

Cerca de 600 agentes atuam diariamente indo de casa em casa nos bairros do Recife, segundo o gerente de Vigilância Ambiental do Recife, Jurandir Almeida. Quando há notificação de óbito por suspeita, antes mesmo da confirmação, o gerente garante que as equipes passam a trabalhar com o esquema de bloqueio, que consiste em atuar diretamente na área provável de transmissão para reduzir a população adulta do mosquito.

Esta foi a primeira morte confirmada por arbovirose no Estado. Só este ano, Pernambuco já teve 32.952 notificações de dengue, 4.407 de chicungunha e 2.195 de zika. Desse total, os resultados foram positivos para 6.901 casos de dengue, 191 de chicungunha e 43 de zika. Outros 55 óbitos estão em investigação. No ano passado, no mesmo período, foram notificadas 52 mortes suspeitas para arboviroses, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

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