JABOATÃO | Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe

Cremepe participa de reunião do MPPE sobre o SAMU

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) é um serviço de atendimento médico brasileiro, utilizado em casos de emergência. Foi idealizado na França, em 1986 como Service d’Aide Médicale d’Urgence — que faz uso da mesma sigla “SAMU” — e é considerado por especialistas como o melhor do mundo. Mas não em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Isso porque o serviço conta com seis equipes com cinco ambulâncias básicas e uma avançada rodando no município para atender os 335.371 habitantes. Não é que todos vão precisar do SAMU, mas a assistência deve ser garantida para todos conforme Constituição Federal.

Lá, faltam profissionais especializados, com capacitações recorrentes, insumos básicos e até macas de transporte (possuem 30). O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) fez uma vistoria no serviço e encaminhou as irregularidades para gestão que disse ter resolvido. Além disso, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) também identificou alguns problemas e por isso convocou uma reunião nesta quinta-feira (18/07), na sede das promotorias de justiça do município.

De acordo com a Vigilância Sanitária o SAMU de Jaboatão ocupa uma estrutura física que não é compatível com o tipo de serviço que presta. Ficando deliberado na ocasião que a secretaria de saúde apresentará em até 60 dias um local compatível para funcionar a base do SAMU ou as providencias que estão sendo tomadas para efetivar a mudança. A gestão também terá 30 dias para apresentar um projeto de capacitação permanente já com um calendário.

Mas não adianta ter estrutura, insumos, atualização dos profissionais se não há recursos humanos. Sobre isso, Promotora de justiça de defesa da cidadania de Jaboatão dos Guararapes, Milena Rezende Mascarenhas, deu o prazo de 90 dias para que sejam fornecidas informações sobre a chegada dos novos profissionais oriundos da seleção simplificada.

SAÚDE MENTAL – Outra questão abordada durante a reunião foram os atendimentos de assistência mental. Porém, este problema não é só com Jaboatão, mas a rede de assistência mental não funciona no Estado. Só existe uma emergência psiquiátrica em Pernambuco e mesmo que as urgências sejam sanadas, dos pacientes em surto, não há acompanhamento da rede. Mesmo assim, a promotora solicitou à secretaria de saúde um relatório sobre a demanda de saúde mental do município.

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