FOLHAAJUDA | Fonte: Folha de Pernambuco

Advogada pede ajuda para viabilizar dois transplantes

Fonte: Folha de Pernambuco

Sorridente e bem humorada, a advogada Larissa Barros, de 29 anos, tem aproveitado seu tempo livre para ler. As histórias de ficção são suas preferidas, entre elas a saga do bruxo Harry Potter. “Me faz transportar para outros mundos e possibilidades. Ajuda a fugir um pouco da minha realidade”, diz.

A declaração começa a fazer sentido após poucos minutos de conversa. Quem vê a Larissa empolgada falando dos planos para o futuro não imagina todas as dificuldades que ela enfrentou e continua encarado para levar uma vida “normal”. Por conta das sequelas de uma série de problemas de saúde, ela precisa de recursos financeiros para custear medicamentos e sua estadia em São Paulo para fazer dois transplantes. E recorreu à Folha Ajuda para divulgar sua história.

Aos 7 anos, ela descobriu que tinha diabetes, chegando a ficar 12 dias internada no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), Centro do Recife. Desde então, ela é dependente de insulina. Na adolescência, teve algumas complicações por conta da doença crônica e ficou com a visão comprometida. Em 2012, teve uma infecção urinária de repetição e tromboembolismo pulmonar. Infecção essa que a acompanha há 8 anos e acabou causando disfunção da bexiga urinária. Por conta de um infarto em 2015, ela tem fibrose no coração.

Estes são alguns dos problemas que Larissa precisou lidar desde criança. O que pode parecer sobrecarga para muitos, para a advogada serve de estímulo para aproveitar melhor os momentos em família, com o namorado e amigos. “Eu sempre tentei levar uma vida normal. Atualmente, trabalho em um escritório. Até pouco tempo atrás saia, ia ao cinema, shopping, mas há cerca de três meses minha situação começou a piorar e não tenho conseguido seguir minha rotina”, fala.

No ano passado, por conta das infecções urinárias de repetição, Larissa perdeu o rim esquerdo que estava cheio de abcessos. Ela acabou tendo uma infecção generalizada e passou 30 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda em 2018, ela descobriu que o outro rim estava falhando. Hoje a capacidade de funcionamento dele chega a apenas 16%. Diante desta situação, ela precisou entrar em hemodiálise, porém a fístula deu errado porque as veias são muito finas em decorrência da diabetes. Ao desfazer a fístula quase perdeu todo movimento da mão esquerda.

Quando parecia que a situação não podia ficar mais delicada, Larissa recebeu a notícia que por não poder fazer mais hemodiálise teria que se submeter a um transplante duplo de rim e pâncreas. Como o único rim dela está quase parado, ele não produz certos hormônios fazendo a taxa de ferro chegar a apenas 1%, quando o normal é de 60. Com isso, ela precisa tomar uma injeção a cada 15 dias, pois do contrário não conseguiria nem andar de tanta fraqueza.

Por também não produzir adequadamente as células vermelhas do sangue ela necessita tomar outro tipo de injeção três vezes por semana. Diante desse histórico, Larissa resolveu ajudar outras pessoas que tenham os mesmos problemas de saúde. “Eu tenho um perfil no Instagram que passei a usar para dar dicas a partir do que os médicos me dizem nas consultas e do que pesquiso também. Minha intenção é sempre ajudar o próximo”, comenta.

Gasto chega a R$ 12 mil por mês

Em média, Larissa gasta cerca de R$ 12 mil por mês com medicamentos, injeções, plano de saúde, entre outros gastos. A solução para todos estes problemas pode estar no transplante duplo que ela precisa fazer em São Paulo. Já na lista de espera, a expectativa é conseguir marcar a cirurgia no final de agosto. O pai poderá doar o rim, já o pâncreas ela receberá de um desconhecido. “O apoio que recebo das minhas duas irmãs, dos meus pais, namorado e amigos é fundamental para seguir firme e confiante”, fala.

Contudo, além de precisar de ajuda financeira para comprar medicamentos, Larissa e sua família esperam contar com doações para a estadia no outro Estado. A previsão é de ao menos três meses lá, pois este é o período necessário de acompanhamento médico após a cirurgia. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Vitória lançou uma campanha para ajudar a advogada. Doações podem ser feitas por meio de depósitos na Conta Poupança 1022910-3, Agência 3217-4, do Bradesco.

A tatuagem da palavra “fé” no braço direito traduz aquele que é um dos principais sentimentos norteadores de Larissa. “Sou muito grata à vida que tenho e às pessoas que me cercam, mas tenho fé que daqui a alguns meses voltarei a ter uma vida normal e poderei realizar o sonho de formar uma família e ser mãe”, diz.

Tags :
Gostou ? Então deixe um comentário abaixo.

Clippings