BRASIL | Fonte: Valor Econômico

Pesquisa do IBGE começa com um ano de atraso

Reportagem: Por Bruno Villas Bôas | Do Rio Fonte: Valor Econômico

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou ontem, com um ano de atraso, a coleta da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que retrata as condições de saúde da população e ao acesso a serviços do setor. Cerca de 1.200 entrevistadores vão visitar 108 mil lares em 2.167 municípios até fevereiro do ano que vem.

Considerada a mais completa na América Latina no tema de saúde, a PNS investiga a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e quantifica a população com incapacidades físicas. Também levanta nos domicílios indicadores sobre estilo de vida, como sedentarismo, tabagismo, dieta e consumo de álcool.

A primeira edição da PNS foi a campo em 2013, mas dava continuidade a um ciclo de investigações realizadas a cada cinco anos pelo IBGE dentro da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Desta forma, a edição atual deveria ter ido a campo em 2018, mas foi adiada para ser aperfeiçoada e por questões orçamentárias.

Segundo Cimar Azeredo, diretor-adjunto de Pesquisas do IBGE, o instituto não conseguiu encerrar no ano passado, em tempo hábil, o questionário da pesquisa, que é complexo e envolve diferentes demandas da sociedade. Também faltaram recursos para comprar balanças para pesar a população. Sem elas, a pesquisa ficaria incompleta.

O orçamento total da PNS não foi informado, mas contou com suporte financeiro de R$ 32 milhões do Ministério da Saúde e mais recursos da Fiocruz para compra de balanças. “Vamos ter uma pesquisa melhor do que teríamos no ano passado, mais completa e aperfeiçoada”, resumiu Azeredo, durante entrevista coletiva.

A PNS também coleta os dados antropométricos – peso e altura – de um dos moradores dos domicílios visitados, para detectar a incidência de obesidade e estabelecer as medianas de peso e altura da população. A pesquisa trará um módulo sobre atividade sexual, que será aplicado aos moradores maiores de 18 anos.

Por ser uma pesquisa bastante completa e complexa, os domicílios selecionados levam em média uma hora para responder ao questionário, mas o tempo pode ser muito superior conforme o perfil do domicílio. Por isso, os entrevistadores podem retornar mais de uma vez nos lares para levantar as informações.

“Neste pesquisa deste ano não tivemos qualquer redução de questionário ou perda de orçamento”, disse Azeredo.

Durante entrevista coletiva de lançamento da PNS, o diretor de Pesquisas do IBGE, Eduardo Rios Neto pediu para que a população receba dos recenseadores do IBGE para o sucesso da pesquisa, que vai a campo de 26 de agosto deste ano a fevereiro de 2020. “Isso é muito importante para a pesquisa”, disse.

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