CIDADES | Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

Quase 500 casos suspeitos

Reportagem: CINTHYA LEITE Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

SARAMPO Pernambuco confirmou novo registro da doença em outro município: Vertentes, e agora são 457 pessoas com sintomas da enfermidade

Com mais de 60 casos notificados de sarampo em apenas uma semana, além de mais uma confirmação da doença, Pernambuco continua no mapa de surto ativo de sarampo. Dados divulgados ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) revelam que, desde o fim de julho, 457 pessoas adoeceram com sintomas sugestivos da enfermidade, que já mobiliza várias regiões pernambucanas. Ao todo, 43 dos 184 municípios investigam casos e, com a expansão do vírus, mais uma cidade do Agreste entrou na cadeia de transmissão: em Vertentes, a 150 quilômetros do Recife, um homem de 20 anos teve resultado laboratorial positivo para a doença. Consequentemente, sobe para 14 o número de casos confirmados de sarampo no Estado.

“Ainda não sabemos detalhes sobre esse novo paciente nem se ele teve contato com outros que adoeceram. Estamos analisando o caso. O fato é que Vertentes é uma cidade próxima a Taquaritinga do Norte (onde há cinco confirmações, incluindo um óbito). As pessoas dessa região circulam muito entre os municípios, o que favorece a transmissão do vírus”, informa a superintendente de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo. Ela também chama a atenção para o atual período pós-férias, em que os viajantes retornam para os locais de residência e, caso tenham tido contato com o vírus, podem transmiti-lo para as pessoas que susceptíveis.

“O período de incubação (tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas) do sarampo é de 7 a 21 dias, mas aguardamos uns 40 dias, em média, para o aparecimento de casos. Portanto, o aumento das notificações que vemos agora é esperado”, acrescenta. Atualmente o Estado ultrapassa o dobro de notificações, em comparação com todo o ano de 2018, quando 213 pessoas adoeceram com sinais de sarampo. Dessas, quatro tiveram confirmação da doença – e todas tiveram relação com um paciente que viajou a Manaus, área com circulação do vírus na época e que não tem mais registrado casos.

O Programa Estadual de Imunização reforça que Pernambuco está abastecido da tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, além de ser uma das maneiras mais eficazes e seguras de evitar o adoecimento. Desde janeiro, foram distribuídas mais de 685 mil doses da vacina para os municípios. “É importante que, neste momento, seja priorizada a vacinação das crianças. Adultos que foram imunizados no passado (independentemente do tempo em que recebeu as doses) ou que tiveram sarampo não precisam mais tomar a vacina”, reforça Ana Catarina de Melo.

O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, informa que a distribuição do imunizante está sendo feita normalmente para os municípios, de acordo com a necessidade de cada um. “Mas precisamos lembrar à população que as doses são indicadas para quem ainda não está com o esquema vacinal completo. O público entre 6 meses até os 49 anos (em Taquaritinga do Norte, a faixa etária é até 59 anos) têm direito à imunização. Mas convocamos principalmente os pais e responsáveis a levarem as crianças aos postos de saúde. Esse é o público que possui mais risco de agravamento do quadro. Por isso, a importância de manter os meninos e meninas devidamente protegidos.”

O secretário acrescenta que apenas com a população devidamente imunizada será possível evitar o adoecimento. “A vacinação é um direito de todos e também uma forma de compromisso social”, frisa Longo.

6 cidades pernambucanas têm casos positivos da doença. Das 14 confirmações, 11 são em moradores do Agreste

5 pacientes são de Taquaritinga do Norte, que faz limite com a cidade de Vertentes, onde foi confirmado o mais novo caso

68 mil bebês, de 6 meses a 11 meses, fazem parte do público-alvo, no Estado, para receber a dose zero da vacina

“Neste momento de surto, priorizamos a vacinação das crianças, que são o grupo que mais tem chances de desenvolver complicações graves do sarampo e de evoluir para o óbito”, destaca Ana Catarina de Melo, da SES

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