SAÚDE | Fonte: Diario de Pernambuco

Partos cada vez mais humanizados

Fonte: Diario de Pernambuco

O Brasil é reconhecido como um dos que mais faz cesárias no mundo, ficando atrás da China. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o percentual de cirurgias do tipo não ultrapasse a marca de 15%. Porém, os índices estão muito distantes desta meta. No Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, o procedimento é realizado em 56% dos nascimentos. Na saúde suplementar a marca chega a 80%. A escolha das grávidas por este tipo de procedimento é principalmente devido ao medo do parto normal e da realização do nascimento sem a presença de um médico de confiança. Para tentar minimizar o receio e reduzir este índice, a Unimed Recife tem investido em estrutura e atendimento diferenciado para partos humanizados.

Desde o ano passado, o Hospital Geral Materno Infantil (HGMI), localizado na Ilha do Leite, conta com duas salas de parto humanizado. Os ambientes dispõem de equipamentos destinados a preparação, analgesia e realização do parto humanizado. A equipe médica de plantão é composta por dois obstetras, dois anestesistas e dois neonatologistas. A proposta da Unimed Recife é incentivar a realização de partos humanizados na cooperativa. Hoje, apenas 5% dos partos realizados na rede são normais. A meta é chegar em 2020 com pelo menos 10% dos procedimentos sendo realizados desta maneira.

“O parto humanizado é aquele em que a gestante sai de uma condição de maior passividade para uma posição de maior participação no processo. Ela não fica apenas sujeita às determinações do obstetra e, sim, se torna uma protagonista do processo. Mas, no Brasil, a cultura da cesárea ainda está muito arraizada. É cultural. Às vezes, a gestante tem medo de sentir de dor. Em outros casos, não quer ter o filho com um médico plantonista. Isso precisa ser desmistificado durante o pré-natal. Com o plano de parto detalhado pelo obstetra que acompanhou a gestação, o que estará de plantão terá todas as orientações”, afirma o ginecologista, obstetra, coordenador da maternidade e diretor técnico do HGMI, Frederico Bezerra.

O HGMI foi inaugurado no ano passado e representa um investimento de R$ 55 milhões. A proposta do hospital é oferecer um serviço focado na saúde da mulher, da gestante e da criança. No local, mensalmente, são realizados entre 30 e 40 partos normais. Para incrementar ainda mais estes números, estão sendo desenvolvidos novos projetos, capacitações e serviços. De acordo com Frederico Bezerra, a proposta é oferecer cada vez mais um serviço diferenciado e com especializado oferecendo segurança as mulheres que chegam a unidade. “Ainda este ano, implantaremos o serviço de fisioterapia pélvica para trabalhar a musculatura perinal da gestante que tenha interesse no parto normal. Estamos promovendo também cursos de treinamento com nossos obstetras para oferecer mais melhorias e conhecimentos”, detalha.

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