Ideia é reforçar o combate ao vírus do dia 7 ao dia 25 de outubro, tendo como público-alvo crianças de 6 meses a menores de 5 anos | Fonte: Jornal do Commercio

CAMPANHA CONTRA O SARAMPO

Reportagem: CINTHYA LEITE Fonte: Jornal do Commercio

Com o avanço dos casos de sarampo, autoridades de saúde aceleram o passo para controlar o surto e eliminar, mais uma vez, a circulação da doença em território nacional. Em Pernambuco, os registros também continuam a subir. Até o dia 20, foram notificadas 698 suspeitas de sarampo no Estado, com 22 confirmações, 202 descartes e 474 em investigação. Para interromper a transmissão do vírus, a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa no dia 7 e vai até 25 de outubro. A mobilização tem como público-alvo crianças de 6 meses a menores de 5 anos, com o Dia D em 19 de outubro. Em seguida, vem a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, com foco na população de 20 a 29 anos.

“Além disso, em fevereiro de 2020, a previsão é de que tenha campanha voltada para os adolescentes”, informa a superintendente de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo. A faixa etária a que ela se refere é a que mais aparece entre os casos confirmados em Pernambuco. Dos 22 pacientes que adoeceram por sarampo no Estado, dez têm idade entre 10 e 19 anos – período que compreende a adolescência. “Imaginamos ser a faixa etária em que muitos só têm uma dose da tríplice viral. Por isso, adoecem (quando expostos ao vírus). O que precisamos frisar é que a vacina não é só para criança pequena, embora este seja o grupo que mais apresenta complicações do sarampo”, destaca a infectopediatra Regina Coeli Ramos, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz.

No cenário brasileiro, apesar da faixa etária de 20 a 29 anos apresentar o maior número de casos confirmados, a incidência de casos em bebês menores de 1 ano é dez vezes maior do que na população em geral. A cada 100 mil habitantes, 64 crianças nessa faixa etária tiveram confirmação para sarampo. A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos. Neste ciclo de transmissão da doença no País, já são quatro óbitos por sarampo: três ocorreram em menores de 1 ano e uma morte em um homem de 42 anos. Nenhum dos quatro eram vacinados contra a enfermidade.

COBERTURA

Em Pernambuco, a tarefa de imunizar a população ocorre em todos os municípios. Apenas entre agosto e setembro, foram aplicadas 230.877 doses da vacina. Esse número representa um aumento de 21% em comparação aos primeiros sete meses do ano, quando foram aplicadas 190.228 doses. Como conse-quência dessas aplicações, o Estado atingiu a meta da cobertura vacinal de 95% da tríplice viral do público com 1 ano. “A segunda dose permanece baixa, em 72%. Lembramos que a proteção acontece quando o esquema vacinal é completo”, frisa Ana Catarina de Melo.

Ela ainda destaca a necessidade de as famílias levarem os bebês de 6 meses a 11 meses aos postos de saúde. “Eles precisam tomar a dose zero. Todas as crianças dessa faixa etária, que totalizam 68 mil no Estado, devem tomar uma dose da tríplice viral. Até agora, cerca de 30 mil foram imunizadas, o que compreende menos da metade desse público.”

O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, reforça que a gestão pública tem trabalhado para evitar a ocorrência de novos casos. “Há casos de sarampo em diversos Estados brasileiros e em outros países de diversos continentes. Com a circulação de pessoas, é possível que um doente de fora chegue ao nosso Estado. Mas se nossa população estiver vacinada, diminuímos o risco de adoecimento do público local. A vacina é gratuita e segura”, salienta Longo.

‘Mais municípios passaram a fazer parte da lista com casos confirmados de sarampo no Estado. Um exemplo é Bezerros (Agreste), cujo registro ainda tem relação com uma excursão a Porto Seguro (na Bahia, em julho)”, diz a superintendente de Imunização da SES, Ana Catarina de Melo

‘Os bebês são os que mais têm risco de complicar por sarampo. Para os menores de 6 meses, que não possuem indicação para tomar a tríplice viral, recomendamos que não sejam levados a locais fechados, como shopping centers”, orienta a infecto pediatra Regina Coeli Ramos

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