Mais de 50 casos confirmados

Fonte: Jornal do Commercio

Às vésperas do próximo sábado (19), Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, Pernambuco anuncia aumento no número de casos confirmados da doença. Só este ano o Estado já notificou 867 suspeitas de sarampo, com 56 confirmações. Agora nove municípios já têm pessoas com diagnósticos positivos. A maior parte dos casos (92,9%) ocorreu na 4ª Regional de Saúde (Geres), que compreende cidades do Agreste, e os demais estão (7,1%) na 1ª Geres (Recife e Jaboatão dos Guararapes). À frente da lista de municípios com mais adoecimentos, está Taquaritinga do Norte, com 19 casos, seguido de Vertentes e Santa Cruz do Capibaribe (9 cada um deles), Toritama (7), Caruaru (6), Recife (3), Jaboatão dos Guararapes, Bezerros e Frei Miguelinho (1 cada um deles). A faixa etária mais acometida pelo vírus é a compreendida pelos bebês de 6 meses a 11 meses, com quase 10 casos a cada 100 mil habitantes. Os menores de 6 meses, que não fazem parte do público-alvo para receber a vacina tríplice viral, também estão sujeitos ao adoecimento. Em Taquaritinga do Norte, por exemplo, um bebê de 4 meses foi infectado pelo vírus, segundo o boletim divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). “Os casos que estão sendo confirmados correspondem a notificações antigas, até agosto. Isso não significa, contudo, que a transmissão de sarampo deixou de estar ativa. O que vemos hoje é a continuação de uma situação que teve como epicentro a 4ª Geres. Isso não serve de motivo para as demais regiões do Estado baixarem a vigilância, pois basta um só doente chegar a uma localidade com baixa cobertura vacinal para os casos se multiplicarem”, esclarece o epidemiologista George Dimech, diretor-geral de Controle de Doenças Transmissíveis da SES. A superintendente de Imunização da SES, Ana Catarina de Melo, reforça que, dos 6 meses aos 11 meses, deve ser aplicada a dose zero contra o sarampo. Ao completar 1 ano, é feita a primeira dose e, três meses depois, a segunda. A partir dos 2 anos, caso o menino ou menina ainda não tenha começado o esquema vacinal, as duas doses devem ser feitas com um intervalo de um mês entre elas. “Em caso de dúvida, é importante ir a um posto de saúde para um profissional analisar a caderneta de vacinação. Reforçamos que esse público só ficará protegido após as duas doses realizadas a partir do primeiro ano de vida”, diz. 74,5% é a cobertura da 2ª dose de tríplice viral no Estado. Índice segue abaixo dos 95% recomendados pela OMS 170 mil doses foram encaminhadas este mês para auxiliar nas atividades de combate ao sarampo em Pernambuco.

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