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Doador de sangue terá direito à meia-entrada

Fonte: DIARIO DE PERNAMBUCO

Hemope está precisando incrementar seu estoque O vigilante João de Araújo, de 45 anos, saiu de Glória do Goitá, na Zona da Mata, para doar sangue pela primeira vez no Hemope, no Recife. Apesar de sempre ter tido vontade, nunca tinha a concretizado até que surgiu uma necessidade. A irmã dele fará uma cirurgia e precisará de transfusão. A motivação de ajudar o próximo ganhou novo incentivo, com a lei que dá aos doadores de sangue e medula óssea direito à meia-entrada em eventos culturais e esportivos.

“Ainda existe muita desinformação sobre o assunto. Eu achava que poderia doer ou que iria passar mal. Mas, na verdade, me sinto melhor depois de ter doado por realizar algo que sempre tive vontade e ainda vou ajudar a minha irmã e outras pessoas que estiverem precisando”, comenta João, que ainda não estava sabendo da lei e pretende voltar a doar. “Eu acho importante esse incentivo para que mais pessoas possam praticar um ato tão simples que pode salvar vidas”, diz o vigilante. O governo do estado criou um grupo de trabalho junto à Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) para publicar um decreto com a regulamentação. O documento deve explicar em detalhes a maneira que o cidadão terá para comprovar as doações. A lei já estabelece que o benefício será concedido apenas aos doadores considerados aptos por entidade reconhecida pelo governo do rstado e respeitando as resoluções do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para ter direito é preciso comprovar três doações anuais, no caso dos homens, e duas vezes para as mulheres. Já os doadores de medula precisam comprovar inscrição no registro nacional há pelo menos um ano.

A normatização deve estabelecer a criação de uma carteirinha que será emitida pelo Hemope. “A lei está na fase de regulamentação e, em breve, deve sair o decreto assinado pelo governador Paulo Câmara contendo as normativas. Acredito que vai representar um reforço às nossas campanhas anuais para atrair mais doadores. Ainda nesse mês de janeiro iremos começar a campanha de carnaval para aumentar o estoque, que está em baixa”, conta a presidente do Hemope, Gessyanne Paulino.

A deputada estadual Gleide Ângelo (PSB), autora da lei, acredita que a doação deve se tornar costume. “Precisamos conscientizar as pessoas sobre a importância de doar sangue. Ainda não temos essa cultura e, a partir do incentivo da meia-entrada, isso pode se tornar rotina. Alguém pode até ir pelo benefício, mas ao chegar no Hemope vai ser orientado e, sem dúvida, vai perceber a relevância desse ato.”

Segundo a lei, os estabelecimentos devem informar sobre o benefício da meia-entrada. As bilheterias de cinemas, shows e outros eventos devem reservar 40% dos ingressos disponíveis e não podem estabelecer restrições de horário. Regulamentação da lei deve estabelecer a criação de uma carteira para identificar os beneficiários.

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