saúde | Fonte: Jornal do Commercio

Mais de 40 mil doses de penta

Reportagem: Cinthya Leite Fonte: Jornal do Commercio

A vacina pentavalente, que passou praticamente o ano de 2019 em falta nas unidades de saúde do País, voltou a ser ofertada ontem nas salas de imunização de 166 postos do Recife. Demais municípios também receberam o produto, que garante proteção contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria haemophilus influenza tipo b) e deve ser aplicado no segundo, quarto e sexto mês de vida do bebê. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o Ministério da Saúde encaminhou 41 mil doses da vacina para o Estado. “Recebemos a cota mensal, que corresponde a 6.240 doses”, informa a coordenadora de Imunização da Secretaria de Saúde do Recife, Elizabeth Azoubel. Na manhã de ontem, filas se formaram na Policlínica Lessa de Andrade, na Madalena, Zona Oeste da cidade, que foi reabastecida. Pais e responsáveis foram à unidade com os bebês para tomar a pentavalente. “Era para a minha neta ter tomado a terceira dose há mais de um mês, mas estava em falta. Ainda bem que agora ela está protegida, pois eu estava muito preocupado”, relatou o segurança aposentado Alcemir Gomes de Lima, 65 anos, avô de Maria Fernanda, 7 meses. Ontem ele e a neta esperaram cerca de quatro horas para fazer apenas essa imunização. “É uma vacina importante e que faz parte do esquema básico de imunização. Para a proteção efetiva contra as cinco doenças, é necessária a aplicação das três doses. No período em que a distribuição ficou irregular, muitas crianças ficaram sem a proteção. Agora, temos essa demanda reprimida”, reforça Elizabeth Azoubel. Além de precisar vacinar bebês de 2, 4 e 6 meses, será preciso regularizar a caderneta de vacinação das crianças não imunizadas em 2019 pela falta da pentavalente. É ainda necessário aplicar o reforço aos 15 meses e aos 4 anos – nesses casos, apenas com DTP, que previne contra difteria, tétano e coqueluche. O Programa Estadual de Imunização tem distribuído o produto para as Gerências Regionais de Saúde, onde os municípios fazem a retirada. A SES acrescenta que, no ano passado, recebeu apenas 65% da cota anual de penta e distribuiu para os municípios. A última parte havia sido entregue no fim de outubro, segundo a SES. Aos 2 meses de vida, além da pentavalente, os bebês tomam vacina contra a poliomielite, outra que evita pneumonia, otite, meningite e demais doenças causadas pelo pneumococo, além da dose de rotavírus. Essas são repetidas no 4º mês. Já ao fazer 6 meses, o bebê recebe penta e a vacina contra pólio. BRASIL O Ministério da Saúde também já iniciou a distribuição para os demais Estados desde quinta-feira (9). São cerca de 1,7 milhão de doses da pentavalente para as unidades da Federação. O Brasil compra a vacina via Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), pois não existe laboratório produtor no País. Em julho de 2019, lotes do laboratório pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foram reprovados no teste de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (Incqs) e na análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em agosto, o ministério solicitou reposição do produto, mas, naquele momento, não havia disponibilidade imediata no mundo. Segundo a pasta, o País demanda geralmente 800 mil doses mensais da pentavalente. ‘Agora todos da família voltaram a ficar tranquilos porque Maria Fernanda tomou a pentavalente”, relatou o segurança aposentado Alcemir Gomes de Lima, 65 anos, avô da menina.

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