Saúde | Fonte: Jornal do Commercio

Luta contra a aids continua

Fonte: Jornal do Commercio

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

Enquanto esforços científicos e recursos bilionários são concentrados na pesquisa de vacinas e medicamentos para conter a pandemia de covid-19, outros desenvolvimentos na ciência mostram resultados. Como a intensa busca pela cura da aids, cujos pacientes podem conviver com a doença depois que remédios eficazes foram produzidos, há alguns anos. Esta semana, foi anunciado que um brasileiro pode ser um dos primeiros casos confirmados de cura, após tratamento com um novo coquetel, fruto do trabalho de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Sem carga viral durante mais de dois anos,ocaso vem sendo visto como estudo promissor para a sonhada cura da aids.

Como outros pacientes soropositivos para o HIV também fizeram o mesmo tratamento, mas não apresentaram idêntico quadro evolutivo, a pesquisa deve ter continuidade em maior escala, a fim de comprovar a validade do caminho tomado pelos cientistas. A terapia antirretroviral convencional foi reforçada com outras substâncias, entre as quais, um tipo de vitamina B3, a nicotinamida. Cerca de um ano depois de interromper o tratamento, os exames realizados no paciente brasileiro seguiram dando negativo.

O caso foi apresentado em evento nos Estados Unidos. Para o médico Andrea Savarino, do Instituto de Saúde da Itália, o resultado foi “extremamente interessante,e realmente espero que possa impulsionar pesquisas adicionais para uma cura do HIV”. Savarino participou da pesquisa conduzida pela Unifesp. Em quatro décadas, desde os anos 1980,a epidemia de aids infectou 75 milhões de pessoas, e matou mais de 33 milhões no planeta. A curva de contaminação e de óbitos vem sendo reduzida nos últimos anos. No Brasil, a doença matou perto de 11 mil pessoas em 2018, e uma das preocupações das autoridades é que os brasileiros façam teste para saber se são infectados – estima-se que haja 135 mil pessoas no País que têm oHIV e não sabem. O controle do vírus e a contenção da disseminação foram conquistas advindas de políticas preventivas e dos avanços da ciência. Uma linha de tratamento que teve sucesso aumentou a expectativa pela cura, quando dois pacientes, anos atrás, fizeram transplante de medula e se mostraram “funcionalmente curados”, na expressão da medicina.

O grande problema para os cientistas é chegar ao lugar de latência onde o vírus parece hibernar, voltando a se multiplicar sem a permanência de aplicação dos antirretrovirais. Esse reservatório pode se estabelecer em lugares do organismo não reconhecidos pelo sistema imunológico, nem pela terapia.O HIV representa um desafio para pesquisadores do mundo inteiro, há décadas. O salto do tratamento investigado pela Unifesp é não precisar de nova medula para atingir a cura, fazendo uso de medicamento oral para erradicar o vírus. A luta contra a AIDS é um exemplo do quanto é preciso unir conhecimento e investimento financeiro para se conseguir vencer doenças. Como vemos, também, com a covid-19.


Gostou ? Então deixe um comentário abaixo.

Clippings