COVID - 19 | Fonte: Jornal do Commercio

Sintomas graves entre as gestantes

Reportagem: Cinthya Leite Fonte: Jornal do Commercio

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

Pernambuco ultrapassou a marca de 68 mil casos do novo coronavírus, número que o coloca como a 8ª unidade federada mais afetada pela doença, considerando número absoluto de pessoas já infectadas. Mas, entre as mulheres grávidas, o Estado é o segundo (atrás só de São Paulo) que concentra este ano o maior número de hospitalizações nesse grupo por síndrome respiratória aguda grave – condição conhecida pela sigla srag, que pode ser causada por agentes infecciosos como o novo coronavírus. Até o último dia 4, segundo o Ministério da Saúde (MS), Pernambuco totalizava 313 gestantes que precisaram ser internadas por um quadro de srag, o que é considerado como suspeita de caso grave de covid-19. Entre elas, 105 tiveram a infecção pelo novo coronavírus confirmada, mas a Secretaria Estadual de Saúde ainda contabiliza um dado mais atualizado, apresentado ontem pelo secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, em coletiva de imprensa transmitida pela internet. 

“Já tivemos o diagnóstico positivo para covid-19 de 132 gestantes. Desde o início da pandemia, consideramos as mulheres grávidas como um grupo de risco para a doença, mesmo quando os dados da literatura científica não eram enfáticos sobre isso”, afirmou. O boletim do ministério também aponta que este ano foram registradas dez mortes de gestantes que srag. Seis delas tiveram confirmação laboratorial para covid-19. Em outros três casos, não foi possível identificar o que causou o quadro de srag. Além disso, um óbito permanece em investigação. 

Quando assumiu o comando da pasta, em janeiro de 2019 (um ano antes da epidemia do novo coronavírus), Longo sinalizou preocupação com a qualidade da assistência materno-infantil e garantiu que seria uma das prioridades em sua gestão. Foram criados, sem nem se imaginar o cenário pandêmico vivido hoje, planos de ação para as grávidas, como a ampliação de boas práticas de pré-natal e parto, além da reestruturação da rede para evitar a superlotação das maternidades. 

Com o cenário da covid-19, metas foram readequadas, inclusive com criação de protocolos voltados a medidas capazes de ajudar a reduzir a transmissão do novo coronavírus durante a assistência à mulher no pré-natal, parto e após dar à luz o bebê. “Dedicamos, inclusive, um conjunto de leitos de enfermaria obstétrica exclusivos para gestantes com sintomas de covid-19, tornando unidades como referência nesse atendimento: o Imip (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, no Recife), o Hospital Regional de Salgueiro e o Dom Malan, em Petrolina (ambos no Sertão do Estado). Atualmente nós temos esses leitos com uma taxa de ocupação na casa dos 35%”, informou André Longo.

O secretário acrescentou que a epidemia levou o Estado a preparar a rede de hospitais regionais para atuar precocemente e preservar a saúde da mulher durante o período gestacional. “Trabalhamos para evitar consequências mais graves, a partir de uma atuação preventiva no pré-natal, ao lado também dos profissionais de saúde, a fim de ficarem em alerta no desenvolvimento das gestações durante a pandemia.”

Em todo o Brasil, segundo o Ministério da Saúde, dos 367.207 casos de srag hospitalizados, 4.167 foram entre gestantes. Nesse grupo, 1.647 tiveram confirmação de covid-19, 77 de influenza, 36 por outros vírus respiratórios, 9 por outros agentes, 1.403 por srag cuja causa não foi especificada e 995 se encontram em investigação. 

‘A única região que avançará (nesta segunda, dia 13) é a do Agreste, que vem apresentando melhoria nos indicadores após a quarentena. A batalha contra a covid-19 está longe de acabar. Precisamos ter compromisso com o enfrentamento à doença no nosso Estado”, disse o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo

‘Devemos ter um olhar sobre os dados da saúde. Passamos por um pico alto, começamos a ter uma descida e estacionamos nessa descida. Por isso, postergamos a etapa seis (do plano de reabertura)”, frisou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach

‘No Recife, não está liberado o banho de mar. Pode ser feita atividade física individual no calçadão e na faixa de areia. O prefeito deve anunciar, nas próximas semanas, a abertura para banho de mar e, ao final (do plano), a liberação do comércio de praia”, informou o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes


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