COVID-19 | Fonte: Jornal do Commercio

Planos obrigados a cobrir os testes

Fonte: Jornal do Commercio

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

Procedimento foi incluído oficialmente na lista da Agência Nacional da Saúde Beneficiários de planos de saúde poderão fazer testes sorológicos para detectar o coronavírus por conta do plano de saúde, segundo decisão anunciada nesta quinta-feira, 13, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A partir desta sexta-feira, 14, os clientes de planos nas segmentações ambulatorial, hospitalar e referência poderão fazer o exame de anticorpos IgG ou anticorpos totais, sem pagar nada, desde que haja solicitação do médico e o paciente apresente síndrome gripal ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) (nestes casos, a partir do oitavo dia do início dos sintomas) ou seja criança ou adolescente com quadro suspeito de Síndrome Multissistêmica Inflamatória pós-infecção pelo coronavírus. Para que o paciente consiga a cobertura do plano de saúde para fazer o exame, é preciso também que ele não se enquadre em alguma das seis situações seguintes: 1) tenha RT-PCR prévio positivo para covid-19; 2) já tenha realizado o teste sorológico, com resultado positivo; 3) já tenha realizado o teste sorológico, com resultado negativo, menos de uma semana antes (situação que não se aplicada para crianças e adolescentes com quadro suspeito de Síndrome Multissistêmica Inflamatória pós-infecção pelo coronavírus); 4) testes rápidos; 5) a finalidade do exame seja rastreamento (screening), retorno ao trabalho, pré-operatório, controle de cura ou contato próximo/domiciliar com caso confirmado; 6) a finalidade seja verificar imunidade pósvacinal. A decisão de incorporar o teste no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, de forma extraordinária, foi tomada pela Diretoria Colegiada durante reunião nesta quinta-feira, após a ANS concluir análise técnica das evidências científicas disponíveis e debater o tema com o setor regulado e a sociedade. A síndrome gripal se caracteriza quando o paciente tem quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos. Em crianças, além dos itens anteriores, considera-se também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico. Em idosos devem-se considerar também critérios específicos de agravamento, como síncope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) se caracteriza quando o paciente com síndrome gripal apresenta dispneia/desconforto respiratório ou pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto. Em crianças, além dos itens anteriores, considera-se os batimentos de asa de nariz, a cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência. Os testes sorológicos são aqueles que objetivam detectar a presença de anticorpos produzidos pelo organismo após exposição ao vírus e podem ser realizados por meio das técnicas de imunofluorescência, imunocromatografia, enzimaimunoensaio e quimioluminescência. Os diversos testes sorológicos existentes apresentam sensibilidade e especificidade diferentes, que podem apresentar alto percentual de resultados falsos negativos. Por isso, segundo a ANS, é importante observar o início dos sintomas e o período adequado para indicação de cada teste, além de serem interpretados com cautela e considerando a condição clínica do paciente. Já os testes que utilizam a metodologia RT PCR têm o objetivo de identificar a presença do material genético do vírus. Esse tipo de teste usa amostras de esfregaço nasal ou orofaríngeo, escarro ou líquido de lavagem broncoalveolar. O RT PCR é considerado padrão-ouro para diagnóstico laboratorial da covid-19, e está incorporado ao Rol de Procedimentos da ANS desde 13 de março. A ANS afirma que as tecnologias e orientações sobre os testes poderão ser revistas, conforme surgirem novas evidências.

CASOS

Nos últimos sete dias, a média móvel de novos óbitos foi de 989 a cada 24 horas pelo novo coronavírus. O País registrou nesta quinta-feira, 13, 1.301 mortes e 59.147 novas infecções de coronavírus, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL com as secretarias estaduais de Saúde. O balanço mais recente do Ministério da Saúde mostra ainda que 2 356.640 pessoas já se recuperaram do coronavírus em todo o País. No total, 105.564 vidas já foram perdidas por causa da covid-19. Desde o final de maio, a média móvel de sete dias se aproximou de mil mortes a cada 24 horas. Desde então, ou seja, há doze semanas, os números têm se mantidos próximos a esse patamar. Sobre os infectados, já são 3.229.621 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 59.147 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 44.580 por dia, registrados nas últimas duas semanas. O Brasil é o segundo país com mais casos de covid-19 no mundo. Só perde para os Estados Unidos, que somam 5.242.184 contaminações confirmadas, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

SÍNDROME

Uma síndrome rara possivelmente relacionada à covid-19 e que ocorre em crianças e adolescentes já causou a morte de três pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Até julho, 71 casos tinham sido registrados nos Estados de Ceará (29), Rio (22), Pará (18) e Piauí (2). Os três óbitos foram no Rio. Na semana passada, a pasta informou que está monitorando a nova doença. Já a Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP) divulgou uma nota de alerta para que a notificação seja obrigatória. Descrita como síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), o quadro pode afetar crianças de sete meses a adolescentes até 16 anos, segundo o ministério, e pode ser uma reação grave e tardia à infecção. Nos últimos sete dias, média de óbitos provocados pelo novo coronavírus foi de 989 a cada 24 horas.

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