COVID - 19 | Fonte: Jornal do Commercio

Brasil autoriza retomada de teste clínico de vacina

Fonte: Jornal do Commercio

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada dos testes da vacina contra a Covid-19 produzida pela Universidade de Oxford e laboratório AstraZeneca. O anúncio ocorreu cinco dias após a suspensão nos testes clínicos devido ao registro de reações adversas graves em um voluntário britânico. Além do Brasil, os testes ocorrem nos Estados Unidos, África do Sul e Reino Unido.

Os especialistas da agência avaliaram a retomada dos testes após receberem informações da universidade sobre as reações. “Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a Anvisa concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado”, afirmou a autarquia, em nota. A agência brasileira acrescenta que continuará acompanhando o andamento dos testes e os eventuais efeitos adversos observados.

As informações de Oxford tiveram o aval da Autoridade Sanitária do Reino Unido (MHRA), responsável por permitir oficialmente a retomada dos testes. A unidade, em comunicado, explicou que os comitês de segurança avaliaram que não haveria motivo para manter a suspensão. “Os ensaios clínicos serão retomados em todos os centros de ensaios clínicos do Reino Unido”, indicou.

A pausa gerou preocupações internacionais e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o incidente deve servir de alerta sobre o fato de não existir soluções rápidas para a pandemia. “Globalmente, cerca de 18.000 indivíduos receberam vacinas em estudo como parte do ensaio. Em grandes ensaios como este, espera-se que alguns participantes fiquem doentes e cada caso deve ser cuidadosamente avaliado para garantir uma avaliação cuidadosa da segurança”, explicou.

A vacina da AstraZeneca é a principal aposta do governo brasileiro, que, há poucos meses, fechou um acordo bilionário com o consórcio para ter acesso ao futuro produto. Na primeira etapa, prevê-se a produção de 30,4 milhões de doses antes do término dos ensaios clínicos, o que representaria 15% do quantitativo necessário para a população brasileira, ao custo de 127 milhões de dólares.

O acordo inclui ainda a transferência de tecnologia para que a produção possa ser fabricada por órgãos ligados ao governo federal. A previsão para uma segunda etapa é que produza 70 milhões de doses, sendo o primeiro lote fabricado no país a partir de janeiro do próximo ano. (Com agências)


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