Novos leitos para cuidar de crianças

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Governo vai criar 40 novas vagas para pacientes infantis. Além de casos graves da Covid, síndrome rara também representa preocupação

Para aumentar a oferta de tratamento a crianças e adolescentes vítimas de problemas respiratórios graves ocasionados pela Covid-19, o governo do estado vai criar 10 novos leitos de terapia intensiva (UTI). Os leitos começaram a funcionar ontem na Maternidade Brites de Albuquerque, em Cidade Tabajara, Olinda.

Além destes leitos, a meta é estruturar outros 30 da maternidade, transformada em unidade de referência da Covid-19, para servirem de leitos pediátricos até o fim deste mês. Dez deles, de enfermagem, já começam a funcionar hoje, enquanto outros 20, metade de UTI e metade de enfermaria, serão abertos posteriormente. A unidade, fechada em 2018 e reaberta em abril deste ano, conta com 120 leitos, sendo 40 de UTI.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, os novos leitos se encaixam nas ações de mudança de perfil de atendimento aos pacientes com o novo coronavírus. “Os leitos, antes voltados para adultos, estão sendo readequados e convertidos, dentro do nosso planejamento, o que vai nos dar mais segurança no plano de convivência”, disse.

Pernambuco já dispunha de mais de uma centena de leitos pediátricos e neonatais antes da abertura dos leitos na Brites de Albuquerque. Mais de 40 do total eram destinados à terapia intensiva. Entre as vagas, o estado abriu no Recife, desde o início da pandemia, 10 leitos de UTI neonatal no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e 10 leitos de UTI e 17 de enfermaria no Hospital Barão de Lucena.

O secretário lembrou que crianças apresentam menor risco de desenvolver formas graves da Covid-19. Reforçou também a necessidade de imunizar esse público contra outras doenças que já dispõem de vacinas.

Síndrome
Além dos casos graves de Covid-19, a síndrome multissistêmica pediátrica ligada ao coronavírus também vem sendo monitorada. A segunda morte foi confirmada na quarta-feira pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). A vítima foi uma menina de um ano e 11 meses, residente na capital pernambucana, que deu entrada na rede hospitalar em julho. O óbito ocorreu em agosto e entrou na estatística, nesta semana, devido ao processo de resgate de antigos casos, uma vez que a notificação da síndrome começou no mês passado. A outra morte também vitimou uma menina moradora da capital.

As manifestações da doença incluem febre persistente e elevada, pressão arterial baixa, comprometimento de múltiplos órgãos e elevados marcadores inflamatórios. Dos 18 casos da SIM-P confirmados em Pernambuco, oito ocorreram em municípios da Região Metropolitana do Recife. A capital registra cinco e os demais estão distribuídos em Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes e Goiana. A região da Mata aparece com casos em Sirinhaém, Joaquim Nabuco e Timbaúba. Cada cidade com uma notificação, número que se repete nos três municípios do Agreste com diagnósticos confirmados – Caruaru, Limoeiro e Santa Cruz do Capibaribe – e em Flores, no Sertão.

Dois pacientes são de Alagoas e do Piauí que procuraram atendimento médico em Pernambuco.

Entenda


  • 18 casos da síndrome já foram confirmados em Pernambuco
    – 16 pacientes já se curaram
    – 2 morreram

  • 10 leitos foram criados
    – Mais 30 serão estruturados até o fim do mês

  • 757 novos casos da Covid-19 foram diagnosticados ontem em Pernambuco, em todas as faixas etárias

  • 21 óbitos também foram confirmados

  • 139.325 casos

  • 7.954 mortes registrados no estado até agora


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