COVID - 19 | Fonte: Diario de Pernambuco

Covid já matou um milhão em todo o mundo

Fonte: Diario de Pernambuco

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

Marca foi alcançada no dia em que a Índia, o segundo país mais populoso do planeta, superou os seis milhões de casos e se aproxima dos 100 mil óbitos

O planeta alcançou ontem a marca de um milhão de óbitos pela Covid-19 e, cada vez mais, diante de uma segunda onda da doença em escala mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte para a possibilidade de se chegar aos dois milhões de mortes. Isso caso as medidas para evitar a propagação do vírus não sejam mantidas. A primeira morte oficial pela Covid-19 foi anunciada pela China, ocorrida na província de Wuhan, no dia 11 de janeiro.

Após oito meses e meio do primeiro óbito, a pandemia acelera de maneira vertiginosa na Índia. O segundo país mais populoso do planeta ultrapassou os seis milhões de casos ontem e, no ritmo atual, deve superar os Estados Unidos em poucas semanas. Estados Unidos que registra mais de 7,1 milhões de casos e 205 mil mortes, enquanto a Índia contabiliza 95,5 mil vidas perdidas, menos que os 142 mil do Brasil.

As imagens da pandemia são emblemáticas. Desde janeiro, o mundo viu covas coletivas no Brasil ou de dezenas abertas simultaneamente. Também se viu em Madri, na Espanha, agora frente a uma segunda onda, um necrotério improvisado em uma pista de patinação de gelo, enquanto caminhões frigoríficos com cadáveres foram colocados nas ruas de Nova York.

Até ontem, segundo balanço da AFP, foram confirmadas 1.002.036 mortes, de um total de 33,1 milhões de casos detectados, enquanto 22,7 milhões de pessoas se recuperadas. As regiões mais afetadas são América Latina e Caribe (341.616 mortes, de 9.210.942 casos), Europa (230.135; 5.293.625) e Estados Unidos e Canadá (214.069; 7.269.515).

Um milhão de mortos é muito maior que o de outros vírus recentes, como a gripe A (H1N1), a chamada de “gripe suína”, que em 2009 provocou oficialmente 18,5 mil óbitos, mas menor que o da terrível “gripe espanhola” do século passado (1918-1919). Esta matou, em três ondas, cerca de 50 milhões de pessoas

“Nem em meus piores pesadelos imaginei que passaria por isto”, declarou a argentina Mónica Farías, 45 anos, ao recordar que teve que certificar com sua assinatura que o corpo que seria cremado era o de seu pai, Oscar Farías, que faleceu em Buenos Aires em 27 de abril aos 81 anos, sem poder sequer observar o caixão. A Argentina tem mais de 19 mil mortes, apesar do rigoroso confinamento para conter o vírus.

A situação preocupa. A curva da pandemia está em um “platô” desde junho, com quase 5 mil mortes por dia, de acordo com os números oficiais. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel disse ontem que está muito preocupada pelo forte aumento de casos. A média diária tem sido de 2 mil casos, mas pode alcançar, sem medidas de freio, 19,2 mil casos até o final deste ano. (Com AFP)


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