Fisioterapia | Fonte: Diario de Pernambuco

Fisioterapia após o câncer de mama

Fonte: Diario de Pernambuco

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Reabilitação é fundamental para pacientes que precisam retirar a mama, por causa da perda muscular provocada pelo procedimento

Para pacientes em tratamento do câncer de mama, a fisioterapia tem papel fundamental e objetivos específicos em etapas distintas para pacientes que fazem mastectomia – remoção da mama. De acordo com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, o tratamento é dividido em duas fases: a pré-operatória e a pós-operatória. A primeira consiste em uma avaliação físico-funcional para dar início à reabilitação do paciente. Já na fase pós-operatória, as ações são voltadas para o retorno da movimentação ativa dos membros, que estimulam a circulação, cicatrização e diminuem a dor. Neste Outubro Rosa, o Hospital de Câncer de Pernambuco ressalta a importância da fisioterapia na recuperação das pacientes.

“Durante o período de pandemia estamos conseguindo atender cerca de 40 pessoas por turno, da manhã e à tarde. A importância da fisioterapia está em movimentar o membro, respeitar a amplitude do movimento dentro do limite causado pela dor e fazer utilização do sutiã compressivo para evitar complicações tardias”, diz Karina Paiva, coordenadora do ambulatório de fisioterapia do HCP.

O atendimento presencial de fisioterapia está voltado aos pacientes de risco. No caso das pessoas que não se enquadram no grupo, Karina informou que o acompanhamento é realizado de forma virtual. “Continuamos realizando os atendimentos por telefone para os pacientes que não estão em casos mais graves. Dentro do ambulatório, com a demanda mais reduzida, há uma limitação maior”, destacou. Arleide Dutra, 39, recebeu o diagnóstico do câncer em 2014. Desde então, já passou por diversas etapas do processo de recuperação, e não desanima.

“Eu me trato no Hospital de Câncer desde 2014. Descobri a doença e logo em seguida comecei a quimioterapia. Já realizei 260 sessões e ainda tenho esse acompanhamento duas vezes por semana. Passei pelo processo de retirada da mama e em seguida iniciei a fisioterapia. O apoio dos profissionais incentiva as pacientes, porque muitas mulheres ficam desanimadas. A fisioterapia mostrou uma reação positiva que o corpo dá em relação à doença. Quem se ama, se cuida. Não desanimem”, afirmou.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama deve acometer, ainda em 2020, 66.280 pessoas. Se detectada no início, essa neoplasia, principal tipo que acomete as mulheres em todo o mundo, tem 95% de chances de cura, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Para que a recuperação aconteça, é importante que seja feito o acompanhamento médico periódico e a realização dos exames de rastreio, em especial, a mamografia –  a maneira mais eficiente de identificar a doença antes dos nódulos nos seios serem palpáveis. De acordo com a equipe médica do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), refêrencia no tratamento de câncer de mama, a recomendação é que, a partir dos 40 anos, as mulheres se submetam ao exame anualmente. Já em casos de histórico familiar, o procedimento pode ser solicitado por um médico em idades mais jovens e em intervalos menores.

A mamografia no HCP pode ser realizada mediante agendamento, através do número (81) 3217-8188 de segunda a sexta-feira, no horário das 14h às 16h.

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve pela multiplicação desordenada de células na região da mama. A doença não tem causa única, mas a idade é um dos mais importantes fatores de risco. Ainda de acordo com dados do Inca, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.

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