COVID-19 | Fonte: Diario de Pernambuco

Pernambuco tem menor número de casos graves

Fonte: Diario de Pernambuco

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Número de pacientes com quadros graves suspeitos para a Covid-19 chegou ao patamar mais baixo desde a segunda quinzena de março, afirma secretaria

Em entrevista coletiva, o secretário estadual de Saúde, André Longo, informou que os principais indicadores da pandemia da Covid-19 entraram em queda progressiva e sustentada, apontando, desde final de maio, baixos patamares e sem expressivas oscilações. Foram notificados 503 casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag) na última semana epidemiológica, menor número desde março.

“Podemos dizer, com a análise da semana epidemiológica 46, que se encerrou no sábado passado, que tivemos a melhor semana desde o início da pandemia com relação aos casos de síndrome respiratória aguda grave. A marca de 503 casos registrados é a menor desde a semana epidemiológica 12 (15 a 21 de março), quando se configurava o início da epidemia do novo coronavírus em Pernambuco e quando tivemos 645 registros”, detalhou.

A secretaria informa que se comparado à semana epidemiológica 45, o número de casos graves suspeitos para a Covid-19 teve queda de 26,5% no estado. Já na comparação com os últimos 15 dias, a redução foi de 22%.

O secretário também pontuou a queda dos indicadores da doença nos cálculos das médias móveis – quando se calcula o percentual pelas datas de notificação dos casos e pelo dia de efetiva ocorrência dos óbitos. Nos últimos sete dias, Pernambuco registrou queda de 40,7% na média móvel de óbitos em comparação com 14 dias atrás e de 8,4% nos casos confirmados no mesmo período. “Na semana passada, tivemos uma queda de 3,9% nas solicitações por leitos de enfermaria e de 14% em relação aos leitos de UTI. Já na comparação de 15 dias, a queda foi de 5,7% nos pedidos de vagas de enfermaria e de 10% nos pedidos de terapia intensiva”, afirmou o secretário.

Ainda segundo o secretário, os dados epidemiológicos da semana epidemiológica 46 tiveram impacto direto nos indicadores hospitalares, com quedas entre 3,9% e 14%, entre mobilizações para leitos de enfermaria e leitos de terapia intensiva.

SEGUNDA ONDA

Na entrevista coletiva, o secretário negou a possibilidade de retrocesso no plano de convivência adotado pelo estado, e descartou, mais uma vez, a possibilidade de uma segunda onda de contágios no estado.

Com a proximidade das festas de fim de ano, há uma possibilidade maior de exposição de alguns grupos em comemorações de Natal e Ano Novo. Mas, segundo o secretário, mesmo neste período, não há mudança prevista para a realização de eventos com público maior que 300 pessoas. “Neste momento, ainda, a única forma efetiva de se proteger é praticando o distanciamento social, mantendo as mãos sempre limpas e usando a máscara.”


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