COVID - 19 | Fonte: Jornal do Commercio

São Paulo deixa leitos reservados

Fonte: Jornal do Commercio

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

SÃO PAULO — No dia em que recebe o primeiro lote de doses da Coronavac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, o governo de São Paulo determinou em decreto que os hospitais não poderão desmobilizar seus leitos voltados para o atendimento de pacientes com coronavírus, por causa da alta de casos e mortes por covid-19 nos últimos dias. Outra determinação é a de não agendar cirurgias eletivas para deixar leitos livres quando há ‘recrudescimento’ da pandemia no Estado. Na capital, a prefeitura definiu uma pausa nos planos de abertura na educação. A tentativa de não desmobilizar os leitos nos hospitais paulistas é uma iniciativa da Secretaria da Saúde para evitar situação crítica, o que já ocorre em Estados como Santa Catarina e Paraná. O secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, lembrou que São Paulo tem 1.191.290 casos por coronavírus, com 41.074 óbitos. Em 24 horas foram registrados 6.794 novos casos e 147 óbitos. A ocupação de leitos no Estado é de 43,5%, sendo que na Grande São Paulo está um pouco acima, com 49,7%. ‘Pelos números, não pensamos no momento na reabertura de leitos dos hospitais de campanha’, avisou. Segundo João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência de Covid-19, é um momento de ter atenção na pandemia. ‘A gente percebeu que nos últimos dias houve um recrudescimento. Pequeno, mas houve. Não temos risco de falta de leitos no momento. Houve aumento de quase 20%, mas ainda estamos abaixo de ocupação de 50%. De qualquer forma, a partir de agora ninguém está autorizado a mudar leito de covid para de outra especialidade’, completou. O governador João Doria (PSDB) explicou que após os primeiros sinais de agravamento da doença no Estado o governo optou por cancelar a reclassificação do Plano São Paulo e adiar para 30 de novembro a próxima data. ‘Estamos perdendo vidas todos os dias no Brasil ou será que vamos banalizar isso? É muito triste. Não é o momento para fazer festa ou aglomerações. Não é hora de retirar a máscara.’ CORONAVAC Na manhã de ontem, chegaram a São Paulo 120 mil doses da vacina Coronavac, que ainda precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem aplicadas nos brasileiros. O imunizante está na fase 3 dos testes clínicos, etapa que mede a eficácia do produto, se ele é capaz de proteger contra a covid-19. Somente após a conclusão desta fase é que a vacina poderá obter autorização de uso. As primeiras doses chegaram prontas, mas o acordo da Sinovac com o Instituto Butantan prevê a transferência tecnológica para o País, o que permitirá a produção da vacina no Brasil. A produção 100% local, no entanto, só deve acontecer a partir de 2022, com a conclusão da obra da fábrica que terá capacidade de produzir até 100 milhões de doses por ano. Até lá, o Butantan receberá doses prontas da China ou matéria-prima para que a produção seja finalizada no Brasil. Na chegada ao aeroporto de Guarulhos, João Doria disse que estava lá ‘para receber essa carga que ajuda a salvar a vida de milhares de brasileiros’. O secretário Jean Gorinchteyn destacou que ‘o sentimento é de esperança’. Segundo ele, ‘esse é o momento mais próximo que temos de voltar ao nosso normal’. Os dois estavam com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

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