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Mais dois casos de meningite são registrados

Secretaria de Saúde do Recife explica que as ocorrências são do tipo viral e não há relação entre os dois casos da Escola Exponente

Dois novos casos de meningite viral estão sendo investigados pela Secretaria de Saúde do Recife. Um deles, já confirmado, é um menino de cinco anos, aluno da Escola Exponente (Parnamirim), a mesma que perdeu há 11 dias um outro estudante, de dez anos, vítima de infecção generalizada por meningococo, a bactéria que causa meningite meningocócica.
O segundo caso de meningite viral da semana, ainda sem confirmação, é uma criança moradora da Zona Norte da cidade. Todas as duas passam bem.

Denise Oliveira, diretora de Epidemiologia da Secretaria de Saúde do Recife, explica que não há relação entre os dois casos da Escola Exponente. “É uma coincidência. Os agentes causadores são diferentes”, esclareceu.

Segundo Denise, o que matou o garoto de 10 anos, na semana passada, foi uma bactéria. O novo caso é provocado por vírus, que pode ser transmitido em qualquer lugar, por via respiratória ou contato com água e alimentos contaminado.

A meningite viral é uma doença freqüente na cidade, e de evolução benigna, segundo os médicos. Somente este ano, 232 casos foram registrados pela Secretaria Municipal de Saúde na capital.

Segundo a secretaria, o aluno da Escola Exponente que teve meningite viral foi tratado em casa e ele deve voltar às aulas na próxima semana. Quanto ao outro caso, a Vigilância Epidemiológica ainda não tem maiores detalhes.

As meningites virais representaram este ano, no Recife, 54,34% do total de casos de inflamação na meninge (membrana que envolve o cérebro). Os sinais da doença são aparição súbita de dor de cabeça, sensibilidade à luz, rigidez da nuca, náuseas e febre, às vezes acompanhados de manchas na pele. A doença dura uma semana, geralmente sem complicações.

Vários vírus podem causar meningite. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com exame do líquor cefalorraquidiano. Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, a freqüência de casos se eleva no final do verão e começo do outono.

Casos podem ocorrer associados às epidemias de catapora, sarampo, caxumba e ainda a eventos adversos pós-vacinais. Cloração de água, medidas de higiene e ventilação de ambientes ajudam a prevenir a transmissão.