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Homeopatia e acupuntura reconhecidas e procuradas

O Brasil ocupa uma posição ímpar em relação à legitimação das práticas médicas heterodoxas (terapias alternativas e complementares) no mundo, segundo o professor de homeopatia da Universidades de Uberlândia e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Flávio Dantas.

A homeopatia foi reconhecida como especialidade médica pelo CFM em 1980 e a acupuntura em 1995, sendo praticadas por um contingente crescente de médicos que, em geral, já eram especialistas em alguma área.

Com origem na Alemanha (1910), a homeopatia é baseada na preparação especial dos medicamentos. Segundo o médico homeopata e acupunturista Carlos Ernesto dos Reis Lima, funciona como uma vacina.

Na homeopatia, o medicamento é individualizado e o especialista avalia também o estilo de vida do paciente. Por exemplo, numa epidemia de gripe, cada pessoa reage de uma forma. Algumas podem ter apenas coriza, enquanto que outras poderão ter febre e sintomas mais fortes. “O médico vai selecionar o medicamento conforme a doença está se apresentado. O princípio é combater a doença com o que está gerando ela”, explica.

Os medicamentos homeopáticos são formulados a partir de vários produtos. Podem ser de origem mineral, vegetal ou químico, até mesmo um medicamento alopático pode ser usado na homeopatia. O período de tratamento também é diferenciado. Para alguns pacientes, é mensal, mas há casos que necessitam de um acompanhamento mais freqüente. A técnica implica em mudança de comportamento, pois vai além do tratamento da dor e do desconforto. O médico pode avaliar o paciente e perceber se as queixas têm fundos físicos, químicos ou emocionais.

Cada vez mais disseminada, a homeopatia não deve ser encarada como a solução de todos os problemas, alerta o homeopata. “No caso de uma fratura, o paciente vai ter de ser imobilizado para que ocorra a ossificação, mas a homeopatia ou a acupuntura podem ser utilizadas para reduzir a dor durante o processo”, frisa Lima. (AMP)