Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Bem mais que a saúde

9
Array
(
    [0] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 9
            [name] => Clipping
            [slug] => clipping
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 9
            [taxonomy] => category
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 77152
            [filter] => raw
            [cat_ID] => 9
            [category_count] => 77152
            [category_description] => 
            [cat_name] => Clipping
            [category_nicename] => clipping
            [category_parent] => 0
        )

)
					Array
(
    [0] => clipping
)
tem				

Além de grandes redes hospitalares, clínicas e serviços, pólo médico destaca-se pelo perfil da mão-de-obra, cada vez mais humanizada

A visão humanizada da medicina de Ricardo Wanderley, 28 anos, chamou a atenção de Mariana Venâncio, 25, nos primeiros anos de faculdade. Entre a sala de aula da Universidade de Pernambuco (UPE) e a casa dos amigos, os dois começaram uma história de amor. O elo extrapolou o campus e, agora, eles vão trilhar um caminho semelhante. Ambos fazem parte da turma de formandos de medicina de Pernambuco, num total de 290 estudantes.

Na rede de 400 hospitais, com oito mil leitos, concentrados principalmente na Ilha do Leite, Centro do Recife, há espaço para todos. Em poucos anos, Ricardo vai se tornar um cirurgião plástico, enquanto Mariana, oftalmologista. Pacientes não vão faltar, já que o estado tem sido o destino de pessoas de outros lugares, inclusive exterior, para realizar tratamentos e cirurgias.

Antigamente, pessoas com casos de alta complexidade precisavam se deslocar até o eixo Rio-São Paulo em busca de um milagre. Hoje, os “santos” operam milagres que nenhum lugar do mundo registrou, como o transplante duplo, inédito na literatura médica, do estudante Khefren Belém de Barros, 23. Ele recebeu um fígado e um rim. Ganhou uma nova vida nas mãos de médicos pernambucanos, pertinho da família. Logo ali. Projetou o sucesso da cirurgia na vitrine do pólo médico. Venceu. Ganhamos.

O pioneirismo não se reflete apenas nos transplantes. Outros sonhos têm acontecido. Principalmente o da maternidade. Ou seria “avornidade”? Não importa. O fato é que uma avó gerou na própria barriga os filhos gêmeos da filha. Os meninos Bentinho e Vitinho mal podem esperar crescer para se orgulharem de terem sido o único caso de fertilização in vitro de gêmeos, gerado na própria avó, Rosinete Serão. Bom para a filha Cláudia Michele, melhor para a família. A medicina fez a alegria.

Sem falar no potencial econômico do complexo de saúde do Recife, empregando principalmente mulheres (60% dos empregos diretos). “O pólo médico gera uma quantidade incalculável de empregos diretos e indiretos, e é um elo importante com uma ampla rede de beneficiados, desde planos de saúde, hospitais, clínicas especializadas a laboratórios”, exemplifica o gerente de estudos e pesquisas do Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães. Bom para o Produto Interno Bruto (PIB) do estado (a soma de todas as nossas riquezas produzidas), que a cada dia vem crescendo, e a saúde corrobora para isso. Bom para os cofres públicos, melhor ainda para os cidadãos e cidadãs.