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De Pernambuco para o mundo

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Transplante duplo inédito de fígado e rim será publicado em revista norte-americana, reforçando potencial do estado nesta especialidade

Um milagre da medicina. Uma briga jurídica. Um caso inédito na literatura mundial. O transplante duplo do estudante de direito Khefren Belém de Barros Neto, 23 anos, foi um presente para a sociedade. Portador de um tumor no fígado com nome estranho leiomiossarcoma multicêntrico, o jovem ganhou no último dia 6, um novo fígado e rim. Como não havia registro de nenhum caso no mundo, a cirurgia precisou de autorização especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

O sucesso da intervenção colocou o estado como destaque no setor e será publicado na revista científica norte-americana Liver Transplantation. “No pólo do Recife há uma das maiores concentrações de operações de transplante, com sucesso”, destaca o atual presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Antônio Jordão.

O jovem recebeu o fígado de uma senhora de 65 anos, durante uma cirurgia de 13 horas. Uma nova fase de sua vida começou com a ajuda da equipe médica do Hospital Jaime da Fonte, coordenada pelo médico Carlos Lacerda. “Hoje, a sensação é de alívio. Todos os médicos foram fundamentais”, comenta Khefren. A cura do paciente já é dada como certa pelo especialista. “Esse é um caso inédito no mundo e bem sucedido. E o que nos enche de orgulho é saber que ele está ótimo e não precisou sair do estado ou país, em busca de tratamento”, comemora Lacerda.

De acordo com o especialista em transplante, o fluxo de pacientes, que antes era Nordeste-Sul, agora inverteu. “Hoje tenho um paciente do Rio de Janeiro, que fazia tratamento em São Paulo, mas veio ao Recife fazer o transplante”, contou Carlos Lacerda. A propósito, o paciente citado é o aposentado Luís Eduardo Taddei, 63 anos, que desde 3 de março está na cidade. “Estou muito bem, diante do meu caso que era muito grave, não podia esperar. Tinha pesquisado vários centros de transplante e escolhi aqui”, fala o paciente, que realizou cirurgia no início de abril.

Outros estados também estão contactando os especialistas pernambucanos, em busca de colaboração para outras operações. “Não há nada maiscomplexo na medicina, do que um transplante de fígado. Por isso é preciso pessoas competentes e tecnologia de ponta para atender esse tipo de paciente”, resumiu Lacerda.

Só neste ano, 21 pacientes foram submetidos a um transplante de fígado. No estado ainda há cerca de 300 pessoas na fila para a operação. A meta, de acordo com Carlos Lacerda, que também é chefe da equipe do Hospital Oswaldo Cruz, é realizar 80 transplantes de fígado em Pernambuco, até o final do ano. Em 2007, foram 51 casos registrados pela Central de Transplante de Pernambuco. No ano passado, 1.117 pacientes foram submetidos a algum tipo de transplante (coração, fígado, rim, córnea, pele, etc). O maior número foi o de córnea, com 498 cirurgias.