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Marquinhos receberá marcapasso

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RODOLFO BOURBON

Tudo começou quando a família de Marcos José Silva de Oliveira, ou Marquinhos , resolveu digitar as palavras “marcapasso diafragmático” em uma ferramenta de busca na internet. Preocupados com a recuperação do paciente – tetraplégico há mais de um ano e quatro meses, após ter sido baleado durante assalto no bairro da Mangabeira, Recife – os parentes descobriram, nos Estados Unidos, o profissional capaz de realizar um procedimento supostamente inédito para a medicina brasileira: implantar o tal marcapasso diafragmático para Marquinhos voltar a respirar sem a necessidade de aparelhos. Depois de meses de troca de e-mails e batalhas judiciais com o Governo do Estado, os familiares conheceram, ontem, os médicos norte-americanos. Eles realizam a cirurgia às 8h de hoje, no Real Hospital Português.

O marcapasso diafragmático é a alternativa para a respiração sob ventilação mecânica, dada através da estimulação bilateral do nervo frênico – localizado acima do estômago e responsável pelo controle dos movimentos do diafragma. O neurocirurgião Abbott Krieger, junto ao filho e cirurgião plástico Lloyd Krieger e a equipe da unidade de saúde pernambucana, devem analisar a resposta do organismo aos estímulos para identificarem a posição de instalação do mecanismo, que trabalha, internamente, na base de leves choques, e possui bateria e antenas externas ao corpo. A cirurgia deve durar de três a quatro horas.

O procedimento cirúrgico – materiais, honorários, transporte e hospedagem dos médicos, dentre outros – custará R$ 279 mil. O valor que a família de Marquinhos jamais poderia pagar será custeado pelo Governo do Estado, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O Executivo recorreu até a última instância, no entanto, perdeu o processo no último dia 14 de abril. A família da vítima da violência urbana também deu entrada em ações de indenização e pedidos de custeio de adaptação da casa para acomodar o paciente.

No momento, a única preocupação dos familiares é com o sucesso da cirurgia. “Em casos como o dele (lesão das colunas cervicais 1 e 2), as chances de sobrevivência é de uma em mil. Sem contar que conseguimos ganhar a ação contra o Estado. Estamos acostumados com milagres”, declarou a confiante Patrícia Oliveira, irmã da vítima. No próximo sábado, Marquinhos completa 26 anos.