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Quando o coração fala mais alto

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Falar do pólo médico pernambucano é o mesmo que citar a cardiologia, área que a cada dia se torna referência, com serviços inovadores

O coração merece atenção especial. O órgão é responsável pelo sistema circulatório e abastece o corpo com sangue. Não é a tôa que 80% das mortes no mundo estão relacionadas com doenças cardiovasculares. O paciente pernambucano não precisa se deslocar para outros estados ou exterior para realizar tratamento ou cirurgias no órgão. No segundo melhor pólo médico do Brasil, cardiologistas estão sempre atualizados, apoiados por aparelhos de última geração. “A rede médica é muito estimulada à qualificação e isso reflete no crescimento do setor. Qualquer doença cardíaca é bem tratada aqui, sem precisar viajar ao Sul, que antes acontecia”, reflete o presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe), Mardônio Quintas.

Uma prova real é o pequeno Elias, de apenas 10 meses. Ele é o primeiro caso diagnosticado no Norte/Nordeste com a doença de pompe, uma deficiência na produção de um tipo de enzima. O problema é que essa ausência resulta em cardiomiopatia progressiva, além de fraqueza muscular e hipotonia (bebê molinho). O difícil, segundo a especialista do Hospital Real Português Thaminê Happen, é detectar a doença, já que os sintomas são comuns a outras patologias. “Desde o primeiro mês, Elias faz tratamento. O pior já passou, estou muito esperançosa que ele consiga crescer, estudar, como qualquer criança”, fala Happen.

A mãe da criança, Sátia Melo, 30 anos, se considera uma vitoriosa. Moradora de Triunfo, Sertão do estado, não sabia nada sobre a doença. Ela já tem um outro filho com 10 anos, mas começou a perceber algo estranho em Elias. “Ele era molinho e, quando o trouxe ao hospital, já estava com coração crescido. Até hoje tem deficiência nos músculos e algumas limitações. Mas é uma criança alegre, carinhosa e vou lutar até o fim pela vida dele”, descreve a mãe, que a cada 15 dias traz o filho ao Hospital Real Português para aplicação das enzimas. O laboratório Genzyme, de Boston/EUA, financia a elaboração das enzimas e envia para Pernambuco.

Prevenção – O bombeiro militar Alfredo Batista da Silva, 46 anos, reserva um dia no ano para realizar uma bateria de exames. Nos quatro cantos do mundo, há quem reclame de falta de tempo. Os especialistas defendem a eficácia da prevenção. “Esse é o melhor caminho. Quanto mais cedo detectar uma doença, maior a chance de cura”, comentou o cardiologista do Real Cor, Paulo Sérgio, responsável pela implantação da consulta executiva do Hospital Real Português. O paciente reserva apenas um sábado para realizar um check-up, de acordo com o seu histórico. Num mesmo espaço físico, concentra consultas, exames e resultados.

Além de um cardiologista, um urologista e um nutricionista também fazem parte do pacote de serviços. O ambiente irá dispor, em breve, de ginecologista, para atender melhor o público feminino. “É muito prático. Num momento único faço tudo e ainda tenho a certeza da qualidade dos exames e médicos. Já detectaram alteração na minha glicose”, revelou Alfredo.

Cerca de 20 pessoas são atendidas por semana. Até turistas estrangeiros e de outros estados já realizaram aconsulta executiva, quando visitavam a cidade. “Os pacientes divulgam bastante para os amigos. Hoje tem lista de espera de dois a três meses”, diz o coordenador. Só para se ter idéia da importância da prevenção, na última década, graças aos exames preventivos, o número de infartos fatais em homens e mulheres entre 40 e 59 anos caiu 10%. Já o câncer de próstata pode ser curado, entre 70% e 90% dos casos, quando detectado precocemente.