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Alerta ajuda a salvar muitas vidas

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Governo agiu rápido e evitou que número de vítimas das chuvas fosse maior

Quinta-feira, 17 de junho, 16h30. A técnica do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe), Francis Lacerda, tem a palavra numa reunião na sala de monitoramento do Palácio do Campo das Princesas, coordenada pelo governador Eduardo Campos. “Acho que devemos tomar muitas cautelas porque, pelo que detectamos hoje, vai desabar um temporal muito forte”, alertou ela. Depois de ouvir as opiniões, o governador decidiu que não iria correr riscos. “Vou convocar prefeitos, Defesa Civil e todo mundo que tiver condições de ajudar. Se a ameaça é séria, vamos agir com força e decisão”.

Nenhuma outra instituição, além do Lamepe, identificava que estava para ocorrer um evento extraordinário. “Eu havia assistido vários noticiários de TV naquele dia e em nenhum deles a previsão do tempo indicava que receberíamos, nas 48 horas seguintes, chuvas com intensidade equivalente à de um semestre inteiro”, recorda o governador.

De 14 a 20 de junho, o Lamepe registrou uma precipitação pluviométrica de 243mm na Região Metropolitana e de 308mm na Zona da Mata. Sabendo-se que a média histórica para o mês de junho é de 300mm conclui-se que em apenas seis dias choveu quase o equivalente para todo o mês na RMR e mais que o previsto para o mês inteiro na Zona da Mata. Segundo Francis Lacerda, as chuvas deste ano tiveram o maior impacto dos últimos 40 anos.

AÇÃO IMEDIATA

Funcionários da defesa civil foram enviados para o interior para entrar em contato com prefeitos, autoridades religiosas e lideranças políticas locais. Em alguns lugares, a mensagem foi transmitida pelo rádio. Em outros, como no caso de Barreiros, os sinos da igreja foram acionados para chamar a atenção dos habitantes. Mesmo assim, mais de 400 pessoas tiveram de ser removidas de helicóptero do telhado de casas e de prédios públicos.

“Ao tomar aquela decisão, o governador salvou centenas de vidas”, diz Francis Lacerda. “Quando olhamos os danos materiais sofridos, ficamos imaginando como teria sido se não tivesse havido o alerta”, complementa o coordenador da defesa civil do Estado, coronel Ivan Ramos.

CRONOLOGIA

Na quinta-feira, dia 17 de junho, Francis Lacerda observou um fenômeno meteorológico conhecido como “ondas lestes” se aproximando em alta velocidade da costa pernambucana. Evento semelhante havia ocorrido nos anos de 2000 e 2005, quando houve muita chuva no Estado. Preocupada com a situação, ela comunicou o fato à Secretaria Estadual de Agricultura. O secretário Ranilson Ramos informou ao governador que, imediatamente, convocou uma reunião com os prefeitos da Região Metropolitana e determinou a remoção dos moradores das áreas de risco. “O governador foi sensível ao nosso alerta e graças à atitude rápida a tragédia não foi ainda maior”, garante Francis.

No mesmo dia a defesa civil estava mobilizada ajudando a população a ser retirada de áreas de risco e ribeirinhas de vários municípios, evitando prejuízos ainda maiores. Com certeza o número de pessoas mortas ou feridas teria sido maior se o Governo não tivesse intervido com agilidade.

Na manhã do dia seguinte instalava-se o Gabinete de Crise, com a presença das secretarias de Estado e apoio de órgãos como a Chesf, Aeronáutica, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. O governador sobrevoou os municípios mais atingidos e determinou o início das ações emergenciais de assistência.